Não foi desse que pretendi falar há alguns dias, mas devido às valiosas contribuições das minhas estimadas leitoras que contaram as suas experiências nesse campo senti-me compelido a partilhar também aqui a minha. Foi muito romântico, deixem-me que vos diga, tudo tinha começado algumas horas antes em casa de uma amiga, durante a assistência a um filme, eu estava ao lado da mocinha, cruzei os meus braços, ela fez o mesmo e os nossos dedos tocaram-se no espaço entre ambos. À saída acompanhei-a até casa, éramos todos vizinhos e debaixo de uma árvore com rebentos novos de Primavera, a coberto da noite, trocamos um beijo de despedida. Para mim foi breve, mas deixou-me nas nuvens e fez com que tivesse uma imensa dificuldade em adormecer. O primeiro com a língua foi no dia seguinte, na mesma casa e com a mesma pessoa, foi estranho a princípio mas rapidamente se tornou numa opção a desenvolver. Ainda recordo as tentativas com a boca completamente aberta e círculos desenfreados, ignorando completamente as potencialidades que tal órgão muscular oferece. A bem dizer, só ao fim de alguns anos e na procura de sensações tântricas é que me apercebi do verdadeiro valor da língua durante o beijo.
Tendo a Pseudo falado no assunto numa perspetiva diferente e interessante sob o ponto de vista da experiência, fiquei com a pulga atrás da orelha na tentativa de que ela dissesse quando mudou de ideias. Pelo que lanço agora aqui o desafio para saber quais as primeiras impressões quanto ao uso da língua como potenciador de estados de alma e em que altura se tornou inigualável.