quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Hoje vou na corrente


Não sou adepto destas correntes, porque não vou em selos nem em perguntas formatadas. Mas reconheço que me tenho defendido muito e admito que haja quem tenha curiosidade em me conhecer um pouco melhor. Por isso decidi responder ao desafio proposto pela AC e envolver mais algumas pessoas, que terão toda a legitimidade para recusar o desafio se assim o entenderem.


Qual a tua principal meta para 2012?
Eu sou um corredor de fundo, um maratonista, acredito que devagar se vai ao longe. Em 2012 pretendo continuar no caminho que trilho há muitos anos, assistir à família, educar os miúdos de forma empenhada e aproveitar os tempos livres para me manter em forma física, ir a lugares onde nunca estive e aproveitar os poucos dias de férias.

Quem é que gostarias de ressuscitar se tivesses poder para isso?
O meu pai. Podia fugir à questão e responder de forma jocosa, mas esta é uma questão sensível. Preparou-me bem para ser auto-suficiente, fez-me falta mas fui capaz de ultrapassar a sua ausência. Mas gostava tanto de o ver brincar com os netos que nunca conheceu.

O que mais te faz feliz?
Pieguices à parte, que estão fora de moda, a visão da estrada em tempo de férias, ter o cu no selim, como diz alguém próximo deste canto e uma francesinha acompanhada pela respetiva caneca, no tasco do costume.

Qual a tua foto favorita?
Eu sou “The man behind the camera”, como diz outra pessoa virtualmente próxima, pelo que não tenho muitas. Tenho uma fotografia muito antiga, tirada no Lake District, no norte de Inglaterra. Numa altura em que não tinha obrigações, tinha pouco dinheiro, mas fazia o que queria. E ia para onde queria. O que continuo a fazer, embora limitado pelos compromissos entretanto assumidos de livre vontade.

Um lugar que adoraste conhecer?
Já são bastantes, felizmente. O Lake District, por exemplo. Apesar de os lagos serem artificiais, uma vez que resultam da exploração mineira, o contraste terra/água é belíssimo. Roma é outro lugar mítico.

Qual foi o presente que recebeste que mais te surpreendeu?
O jantar que a cara-metade organizou juntando alguns dos meus amigos mais chegados quando passei a ser enta. Por ser uma prova de que o conhecimento daquele/a com quem se partilham os dias evolui todos os dias e nunca será uma tarefa terminada.

O teu prato favorito?
Tem variado ao longo dos tempos e confesso que atualmente o que mais aprecio são as entradas. Melão com presunto, tomate com queijo de cabra, gambas com maionese.

O que costumas pensar antes de dormir?
Gosto de deixar a minha mente vaguear, sei que quando começo a pensar em alguma coisa que não tem nada a ver com o que se passa na minha vida estou prestes a adormecer. Quando estou com pouco sono revejo um dos muitos planos que tenho engatilhados para férias. Habitualmente, não demoro muito até adormecer.

Qual foi a ultima coisa que ofereceste a ti própria de presente?
Estou prestes a oferecer-me uma bicicleta de estrada com quadro em fibra de carbono. Será extravagância para vários anos, espero eu.

Tiveste algo que te entristeceu, desapontou ou tirou do sério o ano passado?
A única pessoa com quem mantenho uma relação difícil, para mais alguém com quem deveria ter uma relação de grande proximidade, deu-me o pretexto de que necessitava para a manter afastada. Após muitos anos de ansiedades por sustentar uma situação insustentável tenho algum descanso, mas continua a ser a única pedra no meu sapato.

O que gostarias de realizar em 2012 e que não conseguiste realizar o ano passado?
Nada de realmente importante, assim colocado desta forma ir de bicicleta a Fátima com o grupo com quem habitualmente ando. A dificuldade não é chagar, é chegar com eles.

Um motivo pelo qual te sintas agradecido?
Para além de não ter, há já muitos anos, preocupações verdadeiras, por ter encontrado uma mulher que me dá estabilidade e com quem construo uma família feliz.

Devo passar este selo e respectivo desafio a 5 pessoas...
Mas só vou passar a quatro, por evidente limitação de leitores.

Pseudo/ Pseudoblog
Amanda/ Toukibem
Orquídea Selvagem/  Orquídea Selvagem
Tweety/ Pequenas coisas

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Devaneios poéticos

Palavra puxa palavra, que é como quem diz, verso puxa verso, foram há algum tempo saindo estas linhas que não estão terminadas, encontrando-se à espera que o tempo ameno da Primavera traga com calor do Sul, quiçá nas asas das andorinhas, a inspiração que faltou no frio do Inverno. Escrito a quatro mãos, é bem visível aqui o talento inato da inexcedível Orquídea Selvagem, que publicou os mesmo versos em simultâneo.


                           I
 Percorrendo o teu rosto com o olhar
Olho fixamente os teus lábios molhados.
Eles chamam por mim numa prece velada
Seduzindo-me e embalando-me em vontades
Imitando sorrisos de criança traquina
Almejando o mel da minha boca.
                II
Voz rouca e falso tom de acento grave
Altera a entoação normal aguda
Com ela te embalo num tom suave
Recitando poemas de Neruda
                III

Nestas noites frias de Dezembro
Embala-me em teus braços quentes e fortes
Recitando poesia sussurrada p'la tua voz suave.
Uma lareira acesa faz-nos companhia
Dá-nos o calor que o corpo pede
Afagando-nos a pele nua como uma carícia.
                 IV

E o brilho dos teus olhos não mente
Neles a chama, rival da lareira
Suspiras, resistes, forte, valente
Avanço em fulgor minha mão matreira
                   V

Leves, lentos, dedos atrevidos...
Alcançam o meu seio em arrepio
Rios de prazer inundam os meus sentidos.
Escuto tua voz, doce delírio
Imitando o som do vento em meus cabelos.
Rezam os meus lábios suave prece
Aguardando o beijo que apetece.
                   VI
Arqueias as costas, mordo-te os peitos
Beijo, lambuzo, aperto a pele que queima
Contemplo a forma dos montes perfeitos
Resisto à vontade de ti, que teima

Deixamos aqui o convite para que outras mentes inspiradas contribuam para o enriquecimento deste devaneio poético.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

De volta às mulheres exigentes


Não consegui uma resposta satisfatória à questão sobre as mulheres exigente. Sendo assim, terei que me expor mais do que queria e atirar-me-ei para a frente de peito aberto, sujeito a ser trespassado com flechas certeiras. Ou isso ou uma pneumonia, o mais provável com a temperatura exterior de hoje. À cautela já engoli dois comprimidos de ibuprofeno ao pequeno almoço.

Eu gosto de mulheres exigentes, que não se contentam em aceitar passivamente aquilo que me dê na real gana oferecer-lhes. Que me peçam mais, que me incentivem a chegar mais longe, que me agucem a imaginação. Admiro a capacidade de quem é capaz de me fazer correr sem abrir o jogo, mulheres que deixem no ar, levemente, sem alaridos, a escolha a fazer na encruzilhada seguinte. Gosto de ser picado quando me desleixo, desde que feito com subtileza e elevação. Imagino que esta condição também me torne exigente para com quem interajo. Dentro do que referi neste parágrafo, considero que o tipo de mulheres que cumprem estas premissas são as boas exigentes. Se, além disso, forem exigentes boas, então terei acertado no euromilhões.

No outro pólo da questão estarão as más exigentes, boas ou não. Felizmente não tenho muitas experiências com tal tipo, a única de que me recordo tem a ver com a pessoa que devia estar no topo da cadeia, aquela que me devia orientar como função principal e sem exigir mais do que o respeito geracional. As más exigentes reclamam aquilo que não dão, apenas por estarem ao nosso lado. Crêem que a promoção pessoal é baseada em bens materiais e não naquilo que são. Estão convencidas de que o mundo gira em seu torno. Essas, sejam quem forem, serão sempre mantidas à distância.