Um dos meus sonhos mais secretos era ser publicitário. Pegava numa música idiota de uma série não sei se cómica se romântica se apenas oca que já não passa na televisão há mais de 25 anos e fazia um comercial a promover um tarifário de telemóveis para miúdos que nunca ouviram a música nem enjoaram pasmados frente ao televisor com as andanças do barco.
Ou então podia ser completamente original e colocar um batráquio com quilt em cima de um cavalo, completamente despido de qualquer outra peça de indumentária, no encalço de duas miúdas boazonas a brandir a buzina de um descapotável no meio de uma planície batida a vento gelado.