Este calor não dá tréguas. E se eu tenho olhos, é para olhar. E para ver. E para ver há que olhar com olhos de ver. E que vejo? Vejo que as meninas e as senhoras continuam a preferir roupas leves, reveladoras das belas formas com que a natureza as premiou, a mesma natureza que me acrescentou a imaginação de ver o que está escondido, mas pouco dissimulado nos volumes sob os tecidos.
Almoçar numa área comercial intensamente frequentada torna-se, assim, numa sessão agridoce de contemplação pouco dissimulada. Felizmente é pouco frequente.