quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Rescaldo dos melhores dias do ano


No final da temporada de preparação para o novo ano real que já teve início, temporada essa que, desta vez, se reduziu apenas a duas semanas e passadas ao sol, apetece-me resumir os acontecimentos nas seguintes considerações:

  1. Cabanas de Tavira passou a ser a única localidade da costa sul que merece a minha aprovação durante o mês de Agosto; estando longe de ser um conhecedor da região e antiga província, continua a não me apetecer investir tempo e paciência na procura de outras alternativas;
  2. Pela primeira vez experimentei a sensação da soneca vespertina, já que qualquer outra actividade foi derrotada pelo calor; não obstante, continuo a preferir ver calhaus em locais notoriamente mais frescos e, quiçá, mais húmidos;
  3. Fiquei a saber que há um percurso ciclista bem marcado entre Vila do Bispo e Vila Real de Santo António, passando por locais muito interessantes como, por exemplo, as salinas de Tavira; bem coordenado, serão 6 ou 7 dias bem passados;
  4. A Reserva Natural do Sapal de Castro Marim tem um centro de interpretação amplo e de arquitectura moderna; curiosamente, a interpretação está limitada às horas normais de expediente, de segunda-feira a sexta-feira; será, talvez, limitado a turistas profissionais;
  5. A maior atracção do Aquashow são as centenas de modelos que passeiam reduzidos biquínis a toda a hora e em todas as direcções; estando geralmente em posição vertical e passando muito perto, quando não se encontram quase coladas à espera da sua vez para 15 segundos de adrenalina veloz, é uma óptima oportunidade para actualizar o catálogo mental de volumes e formas;
  6. As tendas familiares do tipo 5 segundos demoram mais de uma hora a montar; mas a maior dúvida que me deixaram foi a razão pela qual alguém sai do conforto do lar para ir ver “Laços de sangue” no parque de campismo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O meu clube, primeiro

Domingos Paciência é o primeiro treinador cuja contratação me agrada desde o saudoso Lazlo Boloni. Apesar de ainda não ter cabelos brancos, pelo menos que sejam visíveis na televisão, condição em meu entender quase determinante nos critérios de escolha. Ganhou todos os jogos a feijões realizados desde que foi para o Sporting. A saga acabou no de apresentação, derrota sem apelo nem agravo por três secos, com a caracterização dos últimos anos. Falta de concentração, falta de empenho e falta de criatividade. Foi bom ter acontecido nestas circunstâncias, será mau se não for corrigido para o primeiro jogo a sério.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Televisão em HD


Vi os episódios iniciais do Spartacus. Não porque a lenda me desperte atenção especial, apesar de ser interessado na cultura dos Romanos, uns tipos que foram capazes de construir uma catrefada de coisas grandes há dois mil anos atrás, tinham uma organização de fazer inveja a qualquer uma das sociedades ditas modernas e se deixaram cair de podre até terem um primeiro-ministro que mete o nosso anterior no bolso mais pequeno das calças, aquele onde em tempos se guardava o relógio.

Comecei a ver porque a publicidade mostrava uns corpos desnudos em atitudes provocantes, que não pornográficas. E, efectivamente, nos episódios iniciais as batalhas de sangue computorizado alternavam com períodos de bom erotismo sem cenas explícitas, de modelos de corpos perfeitos, elas certamente e eles acredito que sim. Até renovava a vontade antiga de ter vivido naquele tempo.

Com o passar dos episódios e pelo pouco que tenho visto, as cenas eróticas são cada vez mais breves, ao contrário das cenas de sangue ao bom estilo moderno de tudo criar virtualmente, cuja duração é proporcionalmente superior. Mas os corpos, senhores, esses continuam tão perfeitos que devem ser tratados pelo famoso programa que tornou a pele da Julia Roberts mais lisa do que a de um recém-nascido. Entre isso e os volumes firmes e reluzentes que cada vez mais se vêm nas praias, é cada vez mais difícil a vida de quem não consegue apreciar certa beleza sem se abstrair de toques artificiais.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Do que escrevo

Escrevo sobre tudo aquilo que me der na gana. Em tempos de outras escritas houve quem me reconhecesse vários eus, recordando o poeta grande dos heterónimos. Naturalmente, o único resquício de semelhança esgota-se na personalidade literária múltipla.

Aqui poderão aparecer considerações de índole política, económica, desportiva, turística, bem como disparates hiperbólicos relativos a um qualquer acontecimento. Também podem aparecer textos vagamente romanescos, piegas até, de longe a longe. E piadas parvas.