Quero fazer-te vir devagarinho, manter-te naquele ponto em que as contrações se sucedem em catadupa, em que te queres mexer descontroladamente mas sabes que isso fará terminar o processo. Não será fácil prender-te para que não o faças, mas eu gosto de desafios difíceis.
Fechei os olhos e inspirei o ar fresco trazido pelo vento. Fi-lo sempre que precisava de me encontrar, até que, de olhos fechados e pensamento vagueante, senti-a, forte, intensa, despertadora da realidade que me recusava a admitir: a chapada cruel do défice.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Para naum cair asiono os travoins e a bicicleta pahra
Tivese eu mais nada que
fazer e divertir me ia a provar que a lihngua portugueza naum presiza de mais
do que vinte e tries letras para que todas as palavras posam ser escritas sem
quaisquer duhvidas quanto ao seu significado. E ainda retiraria os sies
sedilhados, o duplo hese e todos os asentos grahficos. E tambeim tentaria
acabar com situasoins que me paresem duvidozas, como o uzo do sie como hese
antes dos is e dos es. E o uzo do hese como zie, em prejuhijo deste. O agah
teria um forte incremento de uzo, jah que pasaria a asentuar palavras
esdruhxulas e agudas.
Alehm disto ainda reporia
formas de distinsaum de outras palavras que jah foram abolidas em acordos
anteriores, como puarto, local de abrigo de embarcasoins, e porto, forma verbal
do verbo portar. E cuar, colorasaum, diferente de cor, falar sem recurso a
auxihlio escrito. Embora alterando a forma de escrita da sidade invicta para
Puarto, em conformidade com a palavra asima escrita, manter lhe ia a letra
maihuscula, tal como aos restantes nomes prohprios.
Jah sei que haverah outras
situasoins que naum tardaraum a apontar me, mas acredito que delas posa dar boa
conta em favor desta causa.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Talvez poético, em português arcaico ou evitando-o elegantemente.
Em arcaico
Deleito-me, com o meu olfaqueto apurado pela visão edílica
do teu corpo descoberto, enquanto o teu odor fresco e doce me faz cravar-te as
unhas curtas nas nádegas retesadas..
Taqueteio-te a
pele, milímetro a milímetro, desde o pináculo erequeto do teu mamilo escurecido
até ao rio doce e de sabor a mel que corre em turbilhão no cimo das tuas
pernas.
Elegante
Aspiro, inebriado, o cheiro perfumado do teu cabelo,
enquanto deixo que o meu nariz descreva círculos imperfeitos em redor do teu
pescoço.
Toco-te a pele,
milímetro a milímetro, pelo interior das tuas coxas, desde a curva do joelho
até ao contorno quente da tua rosa em ebulição.
Digam-me, divas inalcançáveis que por aqui passais, qual das grafias preferis?
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Defeito de personalidade
É o que se pode chamar um
defeito bom. Porque quem perde sou sempre eu. Não consigo estabelecer um
balanço entre ganhos e perdas, porque só o faço porque sei que pode ser
eficaz em situações onde o pedido direto não funcionaria.
Quando eu quiser algo
de ti, não esperes que o faça senão na minha forma particular de pedir, ou
seja, usando outras palavras, o meu sorriso ingenuamente sedutor e o meu olhar
penetrante.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Pés ao caminho
Parei o carro, saí e dirigi-me à
porta do escritório. Abri-a e entrei, deslocando-me pelo corredor até à cadeira
que habitualmente ocupo. Sentei-me. Ou seja, resumindo, andei uns passos.
Saí de casa e fui à padaria, que
fica na mesma rua, a três ou quatro minutos a pé. Comprei seis pães e regressei
pelo mesmo caminho. Entrei em casa e tomei o pequeno almoço. Fui ao pão.
Calcei as sapatilhas e liguei os
auriculares no telefone esperto. Escolhi o "Dark side of the moon" e
fechei a porta atrás de mim. Percorri a rua onde moro até à rotunda, virei em
direção ao mar e acelerei o passo ao ritmo da música. Entrei no passadiço junto
às dunas, percorri-o até ao final da zona com distância marcada no chão e o
álbum acabou. Carreguei em "L. A. woman" e voltei para trás. O vento
fresco no trombil e a batida agora mais rápida fizeram-me alargar ainda mais o
passo. Fiz uma derivação no caminho após a saída do passadiço e regressei a
casa para tomar um duche. Duas horas depois de ter começado, estava de alma
lavada. Tinha ido caminhar.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Até oiço a música no ar
Falta um ano e meio para reviver,
durante aí uns bons dois meses, o sentimento de esperança e prosperidade que se
seguiu às grandes arruadas dos meados da década de setenta. Acabarão os cortes
nas pensões, o desemprego e o IVA na restauração. Depois virá o dia seguinte e
os maus de agora acusarão os novos maus, enquanto o forem, de terem faltado à
verdade. Toda a gente sabe disto. Porque que é que se finge que não?
terça-feira, 17 de julho de 2012
E finalmente o Verão
As saudades que todos tínhamos de uma noite quente, pelo menos por cá, pelas nossas terras. Noite magnífica na capital, terreno que piso com pouquíssima frequência, sobretudo fora de horas. Jantar numa esplanada sem arrepios de frio, caminhada longa e revigorante na marginal, muito bem composta a hora tardia de dia de semana.
Perfeito teria sido com companhia, desde que adequada.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
O meu primeiro beijo
Não foi desse que pretendi falar há alguns dias, mas devido às valiosas contribuições das minhas estimadas leitoras que contaram as suas experiências nesse campo senti-me compelido a partilhar também aqui a minha. Foi muito romântico, deixem-me que vos diga, tudo tinha começado algumas horas antes em casa de uma amiga, durante a assistência a um filme, eu estava ao lado da mocinha, cruzei os meus braços, ela fez o mesmo e os nossos dedos tocaram-se no espaço entre ambos. À saída acompanhei-a até casa, éramos todos vizinhos e debaixo de uma árvore com rebentos novos de Primavera, a coberto da noite, trocamos um beijo de despedida. Para mim foi breve, mas deixou-me nas nuvens e fez com que tivesse uma imensa dificuldade em adormecer. O primeiro com a língua foi no dia seguinte, na mesma casa e com a mesma pessoa, foi estranho a princípio mas rapidamente se tornou numa opção a desenvolver. Ainda recordo as tentativas com a boca completamente aberta e círculos desenfreados, ignorando completamente as potencialidades que tal órgão muscular oferece. A bem dizer, só ao fim de alguns anos e na procura de sensações tântricas é que me apercebi do verdadeiro valor da língua durante o beijo.
Tendo a Pseudo falado no assunto numa perspetiva diferente e interessante sob o ponto de vista da experiência, fiquei com a pulga atrás da orelha na tentativa de que ela dissesse quando mudou de ideias. Pelo que lanço agora aqui o desafio para saber quais as primeiras impressões quanto ao uso da língua como potenciador de estados de alma e em que altura se tornou inigualável.
terça-feira, 3 de abril de 2012
O beijo
Investiu no beijo. Porque chegou à conclusão de que é capaz de uma catarata de emoções, por si só tem a capacidade de libertar os sentidos, concentrando-os no prazer sublime do toque leve mas intenso da pele fina dos lábios. Essa leveza, quando explorada no limite da sensibilidade, produz tal explosão de erotismo que suplanta em muito toques ardentes e palavras incendiárias. E quando as línguas entram em acção, então o resultado pode tornar-se devastador.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Swimmimg pool update
Acordei com uma pontada no pescoço, assim aqui do lado esquerdo, que aumenta quando inclino a cabeça para a direita. Também dói quando a rodo para a esquerda, o que é chato quando tenho que prestar atenção ao trânsito desse lado.
Mas não era disso que eu queria falar, mas sim confirmar que fui 55 segundos mais rápido do que na terça-feira. E, não obstante a dita pontada, fui 9 segundos mais rápido do que na semana passada. Não fora a lesão e tinha cumprido o objetivo de baixar dos 45 minutos.
E como imagino o teor de alguns dos comentários, mato já duas coelhas: sim, é uma desculpa esfarrapada e sim, não havia uma única nadadora na piscina.
Mas não era disso que eu queria falar, mas sim confirmar que fui 55 segundos mais rápido do que na terça-feira. E, não obstante a dita pontada, fui 9 segundos mais rápido do que na semana passada. Não fora a lesão e tinha cumprido o objetivo de baixar dos 45 minutos.
E como imagino o teor de alguns dos comentários, mato já duas coelhas: sim, é uma desculpa esfarrapada e sim, não havia uma única nadadora na piscina.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Da dança da chuva
Gosto do cheiro da terra quente quando molhada, entra pelas narinas despertando metáforas de vales de relva com aroma inebriante, dilatados pelo calor de um sol cujo toque de raios intensos provoca arrepios, suspiros, batidas aceleradas e faz fluir o mel, prelúdio da dança da natureza em ritmos inicialmente calmos e depois em crescendo, ao sabor do aumento da temperatura rumo ao clímax estival que dá descanso aos corpos exaustos.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Das mulheres exigentes
Podem distinguir-se as mulheres entre as boas exigentes e as más exigentes? Assim a modos que tal como a teimosia, há os bons teimosos e os casmurros, marrões, orgulhosos que só servem para tramar a vida aos outros.
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