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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Olhares

Cheguei ao cruzamento, olhei para a esquerda para avaliar se a velocidade a que vinha o automóvel permitia que eu não parasse no stop e o radar avisou-me da aproximação de um par de pernas longas e esguias, em perfeita combinação com o cabelo escuro. Quando fixei os meus olhos nos dela percebi que já tinha sido avaliado, apesar da rapidez com que me deslocava e da distância que nos separava. Vi que o seu olhar era de expetativa, li-lhe disponibilidade para saber mais, uma predisposição para love me or leave me. Estaria certo? Nunca o saberei. Mas sei que o olhar de uma mulher diz muito, diz quase tudo, desde que se saiba lê-lo. Lento como sou na digestão dos sinais corporais e no significado das palavras, demorei muitos anos a começar a entender esses sinais, mas agora tenho um gosto especial, um prazer pessoal em interpretar cada um dos olhares.

A maior parte das mulheres é extremamente discreta no olhar. Atentas como são, quando procuramos o seu olhar já elas nos avaliaram e desviaram os olhos para outro lado, à procura de alguém ou algo que lhes desperte maior interesse ou transferindo para outros sentidos a responsabilidade de perceção dos nossos passos seguintes. Por vezes faço um jogo comigo próprio, que resulta muito bem nos centros comerciais. Procuro ao longe as pessoa com quem me vou cruzar e antecipo a procura dos olhos da pessoa, para tentar captar o momento em que sou avaliado. E dá-me uma satisfação muito pessoal quando consigo acertar no tempo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Aproveitando a moda

Apareceu com o cabelo impecavelmente alinhado, apanhado atrás, os longos fios num tronco regular de diâmetro constante, qual torrente jorrando de uma bica refrescante. Olhou-a apreciativamente num esboço de sorriso enigmático que a eletrizava de curiosidade e a deixava com o pensamento num turbilhão, enquanto revia mentalmente o seu aspeto, tentando decifrar o significado do seu olhar.


Perderam-se nos braços um do outro, em beijos e carícias cuja intensidade o tempo amplificara, suspiros e gemidos que confirmavam a primazia da contenção como meio de potenciar a satisfação. Pediu-lhe que não se deitasse enquanto lhe segurava firmemente, com ambas as mãos, o cordão que lhe pendia da cabeça. Os puxões suaves que a embalavam ao ritmo das investidas que fazia nas suas costas faziam-na estremecer e da sua garganta saíam pequenos gritos abafados que o incitavam a aumentar o ritmo. Enquanto fechava os olhos reviu mentalmente a expressão facial que a intrigara.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A chegada do tempo quente


O dia cheira a Primavera, o céu de um azul metalizado empresta um tom apenas um pouco mais escuro ao espelho de água que enche o horizonte. A seus pés estende-se o tapete verde que se prolonga até à água, ao longe avistam outro verde, o dos pinheiros da margem oposta, levando-os a inspirar profundamente o ar ameno esquecido durante o Inverno. Lígia sente-se de novo adolescente, lança um riso breve, quase gritado, avança dois passos e tira a camisola de uma só vez, num gesto tão rápido como teatral. Vasco percebeu imediatamente onde iria parar a brincadeira, deixou-a ganhar a distância suficiente para que começasse sozinha a livrar-se da restante indumentária e atirou-a ao chão de areia no momento em que tinha desapertado os botões das calças de ganga. Lígia, às gargalhadas, levantou as pernas para que Vasco lhe puxasse as calças, levantou-se de um salto e ajudou-o a livrar-se da camisa e dos seus jeans. Vasco beijou-a, pegou nela ao colo e dirigiu-se para a água, fazendo com que mergulhassem em simultâneo. Depois dos risos e beijos que a excitação do momento impunha, Lígia lembrou:

-         Tenho a minha roupa interior vestida!
-         Não faz mal, tiro-ta e ponho a secar.
-         E enquanto seca?
-         Não podemos sair da água.
-         Vou ficar com a pele enrugada.
-         Não, eu aqueço-te quantas vezes for preciso para que não tenhas frio.

Saíram da água pouco depois, subiram apenas alguns metros até à intimidade proporcionada por um velho carvalho, sobre o tapete relvado aconchegante. Depois de colocar as peças molhadas ao sol, Vasco entendeu a toalha que trouxera na mochila de passeio e cumpriu a sua promessa, comemorando desta forma perfeita a chegada dos dias quentes.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Do dia dos namorados


É daquelas datas que me faz revirar os olhos. Mesmo desgastando o lugar-comum, não se namora com data marcada. Sobretudo quando é uma data marcada para o país inteiro e mais alguns por esse planeta fora.

Eu sou bom com datas, não é uma coisa pela qual faça qualquer esforço, apenas as sei porque sim. Há algum tempo atrás perguntaram-me a data do meu casamento, num contexto da catequese dos miúdos. Percebi o sorriso trocista na cara de quem o fez, antecipando algum embaraço que a situação me pudesse causar. Naturalmente, respondi sem hesitar, sem qualquer necessidade de ler a cábula no lado interior da aliança. Comemoro essa data com muito prazer e espero ansiosamente que chegue o dia, o único que os mais novos passam longe da companhia dos pais, pelo menos por iniciativa dos adultos.

A publicidade, no entanto, é uma indústria desenvolvida e faz muito bem o seu papel de criar necessidades na cabeça das pessoas. Eu sou imune à que rodeia esta época, mas não o sou relativamente a outros assuntos. A minha cara-metade já tem mais dificuldade em lidar friamente com o São Valentim. Amanhã haverá jantar cuidado, a quatro, em casa, que os restaurantes estarão cheios não obstante os tempos que se vivem. Eu levarei um ramo de flores. Pensando bem no assunto, acabará por ser uma excelente forma de lidar com o dia. E, se fizer mais um esforço de memória, terei que reconhecer que é uma boa maneira de não me manter indefinidamente afastado da florista.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

De volta às mulheres exigentes


Não consegui uma resposta satisfatória à questão sobre as mulheres exigente. Sendo assim, terei que me expor mais do que queria e atirar-me-ei para a frente de peito aberto, sujeito a ser trespassado com flechas certeiras. Ou isso ou uma pneumonia, o mais provável com a temperatura exterior de hoje. À cautela já engoli dois comprimidos de ibuprofeno ao pequeno almoço.

Eu gosto de mulheres exigentes, que não se contentam em aceitar passivamente aquilo que me dê na real gana oferecer-lhes. Que me peçam mais, que me incentivem a chegar mais longe, que me agucem a imaginação. Admiro a capacidade de quem é capaz de me fazer correr sem abrir o jogo, mulheres que deixem no ar, levemente, sem alaridos, a escolha a fazer na encruzilhada seguinte. Gosto de ser picado quando me desleixo, desde que feito com subtileza e elevação. Imagino que esta condição também me torne exigente para com quem interajo. Dentro do que referi neste parágrafo, considero que o tipo de mulheres que cumprem estas premissas são as boas exigentes. Se, além disso, forem exigentes boas, então terei acertado no euromilhões.

No outro pólo da questão estarão as más exigentes, boas ou não. Felizmente não tenho muitas experiências com tal tipo, a única de que me recordo tem a ver com a pessoa que devia estar no topo da cadeia, aquela que me devia orientar como função principal e sem exigir mais do que o respeito geracional. As más exigentes reclamam aquilo que não dão, apenas por estarem ao nosso lado. Crêem que a promoção pessoal é baseada em bens materiais e não naquilo que são. Estão convencidas de que o mundo gira em seu torno. Essas, sejam quem forem, serão sempre mantidas à distância.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Collants brancos



Não vou à bola com leggings. Não são collants nem são calças, depois é preciso vestir qualquer coisa por cima e o resultado é muito pouco sensual na esmagadora maioria dos casos. Os collants sim, podem ser muito apelativos, de preferência lisos e negros ou brancos. Esta última cor também me parece delicada de combinar, mas a dona do par de pernas que os envergava na superfície comercial onde me desloquei anteontem conseguiu avivar-me a memória quanto ao uso eficaz dos ditos e transportar-me para o interior do Renault 5 onde por diversas vezes tratei de outra actividade gratificante, livrar a minha companhia do calor incómodo provocado em certas situações pela peça de vestuário. Essa e outras.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

As minhas comentadoras são das boas

Do que não duvidava nem por um segundo. Que são boas. Comentadoras.

Cá estão as respostas com que não deixaram de me brindar. A elas e a todas e todos os que por aqui passarem, os meus desejos de um 2012 com saúde e trabalho, que o resto deverá vir por acréscimo.



Porque é tempo de Natal
Também vou dar uma prenda
A quem saiu afinal
Melhor do que a encomenda

Começo pela menina
Geralmente bem disposta
Ar de miúda traquina
Insolente na resposta

Sempre desafiadora
Tem no sofá o seu feudo
É grande provocadora
A querida amiga Pseudo

A estraga-prazeres chegou,
Acelerada pela auto-estrada.
Avisa que também gostou
Da prendinha por ti ofertada.

Agora percebi o que perdi,
A ver se não volta a acontecer.
Se tal voltar a ocorrer,
Juro que não me esquecerei de ti :)


Não m’esqueço da poetisa
De rimas acaloradas
Que com música idealiza
Cenas das mais inflamadas

Transmite uma linda imagem
E sem ponta de perfídia
De certo não é selvagem
A tentadora Orquídea

Tens jeito para rimar
Quero entrar na brincadeira
Vou a minha voz afinar
Pra dizer bem à maneira:

«Ena ena... maravilha
Isto aqui está do baril
É por isso que visito
A chapada no trombil.»

Menina dos olhos belos
Inquieta e sonhadora
Vê palácios e castelos
Corre pelo mundo fora

Só desejo que descanse
Seu príncipe chegará
Até lá festeje e dance
Como a AC prenda não há

Grande poeta é o rapaz,
faz versos e consegue rimar,
Aqui a Ac vai ver do que é capaz,
para agradecer, e mimar

Porque a vida são dois dias,
e um até já passou,
O Ness surpreendeu,
E a Ac adorou!

Em período de licença
Anda quem por mim puxou
Geralmente muito intensa
Parece que agora murchou

Mas eu sei que chegará
Ainda mais empolgante
A Amanda voltará
Formosa e exuberante

Pois meu caro Ness
diante do seu grito me apresento
Com certeza que merece
estas palavras que acrescento

Peço desculpa pela demora
mas meu amigo sabe certamente
que mais do que a mente decora
são as palavras que a gente sente

Como tal e porque tão bem me conhece
mais do que exuberante, empolgada estou
Bombardeada por olhares em prece
Agradeço profunda_mente e agora me vou.

Antes de ir tenho tempo ainda
de lhe desejar muita inspiração
e que este ano que agora finda
dê lugar a outro repleto de emoção



(Já tentei alterar as definições mais de quinhentas vezes e não consegui melhor do que esta bodega. Por agora, fica assim)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Também não escapo à quadra

Porque é tempo de Natal
Também vou dar uma prenda
A quem saiu afinal
Melhor do que a encomenda

Começo pela menina
Geralmente bem disposta
Ar de miúda traquina
Insolente na resposta

Sempre desafiadora
Tem no sofá o seu feudo
É grande provocadora
A querida amiga Pseudo


 
Não m’esqueço da poetisa
De rimas acaloradas
Que com música idealiza
Cenas das mais inflamadas

Transmite uma linda imagem
E sem ponta de perfídia
De certo não é selvagem
A tentadora Orquídea

 
Menina dos olhos belos
Inquieta e sonhadora
Vê palácios e castelos
Corre pelo mundo fora

Só desejo que descanse
Seu príncipe chegará
Até lá festeje e dance
Como a AC prenda não há


Em período de licença
Anda quem por mim puxou
Geralmente muito intensa
Parece que agora murchou

Mas eu sei que chegará
Ainda mais empolgante
A Amanda voltará
Formosa e exuberante