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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Falar de barriga cheia

Estava com muita vontade de ir de férias, muito porque já não as fazia desde o verão passado, falhando os tradicionais períodos do Natal e Páscoa. Talvez por essa razão tenha acedido a ficar no mesmo local mais de uma semana, algo que raramente se tinha passado e que vai frontalmente contra o meu espírito reconhecidamente nómada. O plano inicial previa uma deslocação ao país vizinho, que teria aproveitado certamente para acrescentar mais dois ou três locais ainda não visitados ao imaginário mapa alfinetado. Mas uma intervenção do mais mediático comentador da nossa praça apelando ao dispêndio dos gastos de férias em terras nacionais acabou, este ano e por reconhecimento da gravidade da situação económica geral, por fazer alterar os planos. Isso e um convite para três dias consecutivos e intensos de pedalada, com final num local próximo de um outro onde é habitual passar uns dias.

Os dias de pedalada chegaram, foram divertidos e interessantes mas passaram depressa. Depois foram quase duas semanas de rotina de praia, com piada nos primeiros dias mas sabor a pouco a partir daí. De maneira que, pela primeira vez desde que me lembro, fiquei com vontade de voltar a casa, prometendo a mim mesmo, mesmo sabendo que depressa disso me esquecerei, que não me volto a meter noutra, nem que tenha que me enfiar num hotel de turistas gordos e ruidosos durante uma semana. O melhor mesmo é começar já a planear as do ano que vem.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ainda que o motivo seja diferente

Costumo ansiar pelas férias porque são mais uma oportunidade para conhecer novas paragens, novos costumes, percorrer estradas por onde nunca passei, aprender mais sobre o mundo enorme que nos rodeia.

Este ano preciso de férias porque do ponto de vista físico já noto alterações, sobretudo ao nível da atenção que costumo dispensar às tarefas mais básicas. Continuo a gostar de trabalhar, a gostar do meu trabalho, não me importo de sair de casa às 6 da manhã ou de regressar depois do jantar, mas fico preocupado quando dou por mim sem me lembrar quando virei em determinada rua.

Ainda falta um mês para o dia já reclamado. Mas, apesar do cansaço, será com a expectativa e a vontade do costume que me farei à estrada. Mesmo sendo um percurso conhecido, tenho a certeza de que encontrarei novos motivos de interesse.