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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A paixão à portuguesa

Bastava ter ganho os dois jogos a Israel. No final das contas, até chegava ter vencido um deles. Dito de outra forma, era suficiente uma única das três acelerações de ontem do Cristiano para ter resolvido tranquilamente a questão da qualificação. Não haveria mais dois jogos, teria sido mais limpo e menos emotivo.

Mas isso seria como aqueles casamentos do tipo olá querido, correu bem o teu dia, correu muito bem então e o teu, o meu também correu bem, liga a televisão para vermos as notícias. Nós, portugueses, não somos nada disso, se mais provas fossem necessárias juntar à inevitabilidade dos play-offs para a coesão nacional, cá temos a nova cruzada de fazer de conta que recuperamos a independência nacional no dia em que os ditadores do orçamento forem embora. Curiosamente, o calendário é um cabrão sádico, isso acontecerá precisamente por altura do campeonato para o qual finalmente nos qualificámos, pelo que São Cristiano terá nos pés a capacidade de dar ao governo a paz necessária para negociar o famoso programa cautelar que garantirá, novamente, a ausência de responsáveis nacionais pelas políticas de austeridade. O que, convenhamos, representa a única forma de ter uma direção política definida.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mau perder

Bateram-se com dignidade, com uma pontinha de sorte até podiam ter passado a eliminatória. Mas suspeito que alguém não esteja a olhar para o jogo com olhos de ver. Os ingleses passearam-se no campo, falharam golos incríveis e quando tiveram que marcar não deixaram de o fazer, em qualquer dos jogos. Não ouvi falar no golo do Rui Meireles, um prodígio de bem jogar à bola. E voltou a notar-se a agressividade dos jogadores, bem interpretada pelos árbitros, quer na expulsão de há duas semanas quer no segundo amarelo de ontem. Não há necessidade de entrar com os pitons em riste. O discurso dos dirigentes e do treinador é confrangedor, mesmo tendo em conta a grande penalidade nítida não assinalada no primeiro jogo.

O meu clube joga daqui a pouco e terá que ter muita concentração para ganhar a eliminatória. O golo marcado pelo Metalist no final do jogo de Alvalade torna a tarefa muito complicada. Não acredito que seja fácil, muito embora reconheça que seja possível. Espero que não haja desculpas esfarrapadas em caso de desaire.

Na segunda é o jogo com o Benfica. Acredito que a raça de Sá Pinto seja capaz de contagiar os jogadores.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Parece que me enganei

Às vezes engano-me. Habitualmente não gosto, tenho o meu ego e se for a ver bem as coisas é capaz de não ser tão pequeno quanto a ideia que tenho dele. Mas de longe a longe até gosto de me enganar. Disse aqui há tempos que não me agradava a troca de Domingos Paciência por Sá Pinto. Uma das razões, talvez a mais forte, é porque a minha personalidade está mais próxima do primeiro. Mas a verdade é que Sá Pinto voltou a fazer com que o Sporting fosse uma equipa, seja lá porque conhece os cantos à casa, seja porque consegue motivar mais os jogadores. Pela minha parte voltei a ter prazer em ver os jogos do meu clube, ainda que pela televisão, dada a distância ao campo da bola e a opção consciente de despender do meu dinheiro preferencialmente para outros divertimentos.

Continuo a ter grossas dúvidas sobre a manutenção da pose equilibrada que Sá Pinto tem mostrado. Custa-me acreditar que de um momento para o outro deixe de ter picardias com aqueles com quem trabalha. Mas tenho que reconhecer o bom trabalho que realizou desde que tomou conta da equipa. E espero que nos proporcione algumas alegrias, das tais que não enchem a barriga mas nos deixam com o espírito elevado e um sorriso nos lábios.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O golo do Crixiano


Como jogador de futebol, tenho uma grande admiração pelo nosso compatriota. Em casa há momentos de saudável picardia com o adepto mais novo de futebol, porque a juventude, vá-se lá saber porquê, prefere o homem da camisola 10 azul e vermelha.

O golo de ontem foi mais um momento de inspiração, um golo monumental de simplicidade, de tal forma que a concorrência parece ter admitido que a questão do campeonato está resolvida. O sucesso de uma equipa que, em Espanha, tem mais portugueses que a maior parte, senão a totalidade, das equipas do nosso campeonato, equipa técnica incluída, deixa-me satisfeito. Não gosto da atitude de Mourinho, como profissional, mas não posso deixar de reconhecer os seus resultados e de o admirar por isso. Sobretudo no ambiente que imagino seja de cortar à faca da capital do país rival histórico.

Quanto a Cristiano Ronaldo, só desejo que faça a sua melhor época de sempre e que o corolário seja no Verão.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Não era por isto que gostava de voltar a falar de bola


No único texto por aqui escrito sobre futebol deixei bem vincada a minha simpatia por Domingos Paciência. É alguém que admiro pelo seu passado como desportista, assim como pelo seu trabalho como treinador, sobretudo no S. C. Braga. Ontem fiquei estarrecido pela notícia da sua saída do Sporting, porque acreditava que o clube tinha um projeto sólido baseado no treinador e na equipa de futebol. É certo que os resultados têm sido maus, é verdade que não compreendo porque ganhou o clube dez jogos seguidos e depois deixou de saber jogar à bola, mas o que me deixa verdadeiramente incrédulo é mudar de treinador três vezes em menos de um ano. Não aceito que Domingos tivesse tido todas as condições, os jogadores que compõe a equipa são quase todos oriundos de campeonatos estrangeiros há menos de um ano, não é possível pedir-lhes que componham uma equipa em menos de uma época. Há jogadores bons, sem dúvida, embora sem terem a qualidade dos melhores das equipas rivais. Mas não se conhecem, Mourinho sempre disse por onde andou que a equipa só jogaria a sério no segundo ano e sempre herdou estruturas já existentes. Continuo a ter a opinião de que os dirigentes do Sporting não se dão ao clube, usam-no para promoção pessoal.

Sá Pinto tresanda a Paulo Bento, com a diferença de ser muito mais impulsivo, para usar um eufemismo. Não acredito nele como condutor de homens. Até acredito que consiga motivar os jogadores durante algum tempo, mas não tardarão as questiúnculas com os jogadores, nunca conseguirá deixar de ser um companheiro de balneário, que se impõe pela hierarquia e não por qualidades de liderança. Quem expulsou para uma época de sonho bem longe daqui o melhor avançado do campeonato português dos últimos dez anos não conseguirá certamente comandar uma equipa de futebol.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Gostei, apesar da derrota

Tenho que reconhecer que Jorge Jesus, que é seguramente muito mais conhecedor de futebol do que eu, foi capaz de usar os seus recursos para se impor às debilidades do meu Sporting. O que não retira nenhum do brilhantismo que Domingos levou para o clube, o seu trabalho está ainda no início e estou certo de que há-de encontrar uma solução para os centrais e para o defeito de Rui Patrício, a saída aos cruzamentos. O Sporting não marcou qualquer golo, mas teve oportunidades para o fazer. Ficou a sensação de que o clube está consistente e pronto para embates difíceis.

Quanto a Jesus, só reforçou a sensação de que devia ter sido contratado em vez de Paulo Bento, já lá vai uma boa meia dúzia de anos. É que pior do que não ter, é tê-lo num dos adversários directos.

Nota final para o reprovável incidente já depois do apito final, com o incêndio das cadeiras. Não tem qualquer justificação e espero sinceramente que haja consequências para quem provocou o acto.