Passados vinte e oito anos os meus genes voltam à mesma escola dos grandes. Na realidade não é a mesma, mudou de local, agora é moderna, consta que muito maior, que eu só lá entrei duas vezes e não passei das salas mais próximas da entrada. Já não fica no centro histórico, agora estão lá outros, muito menos do que os dos cursos da ferrugem, do pó e das ciências ocultas que picam se encostamos a mão ao fio.
Sempre lhe disse que podia estudar o que quisesse mas era muito importante que o fizesse numa escola de referência. Teve a liberdade de escolher a que quis, ficar perto de casa teria vantagens, mas se quisesse ir para longe teria o nosso apoio. Foi colocado na mesma, não no mesmo curso, mas quis o destino que naquele para onde eu queria ir quase até à altura de fazer a escolha no papel que então se preenchia à mão, com esferográfica. Ainda que por razões diferentes, eu sonhava comandar as máquinas num cenário paradisíaco muito longe das grandes cidades, ele vê-se a bater teclas todo o dia e todos os dias a fazer sei lá bem o quê que faça funcionar telemóveis ou impeça os comboios de irem uns contra os outros ou nos faça pagar a passagem na autoestrada sem bem saber que nos foram ao bolso mais uma vez.
Estou muito contente e satisfeito, sinto que conseguimos ultrapassar uma das grandes barreiras que a função parental nos coloca. E estou muito orgulhoso do meu rapaz!
Parabéns! Que seja muito bem sucedido! :)
ResponderEliminarBeijinhos, Ness. :)
Obrigado, Maria :)
ResponderEliminarMuitos parabéns! Estou para o mesmo :))
ResponderEliminarObrigado, GM.
EliminarE muitos parabéns para ti também :)
Os nossos filhos são o nosso orgulho... e quando têm sucesso... então aí o orgulho nem nos cabe dentro do peito!
ResponderEliminarBeijinhos e parabéns aos pais... e ao filho.
(^^)
(estava a pensar fazer uma piada com o Espírito Santo... mas achei foleiro... e desisti)