Quinze anos. Roubava-lhe os
caracóis muito louros quando a acordava para ir para a escola dos pequeninos,
aquela que nunca esqueceu, de que fala sempre com um brilho nos olhos. Saltava
da cama num impulso para recuperar o cabelo, agora diz que já não os tem porque
lhos tirei.
Adivinha-me os pensamentos, que
será de mim quando me ler aqueles que não quero, sabe o que espero dela e gere
as minhas expetativas de acordo com a sua determinação, cada vez mais forte,
naquela personalidade em construção nos valores que leva de casa, mas já tão
marcada pela sua própria cabeça.
Agarra-se ao pai com tanta força
que me pergunto como será no dia em que entrar em casa agarrada a um barbudo,
de quem não reclamará como agora faz contra a barba de fim de semana.
Dá-me medo, não de a deixar ir,
essa é a ordem natural e nada tenho contra, não negarei aquilo que reclamei,
mas por não ser capaz de terminar a tarefa, é irracional, eu sei, o campeão da
racionalidade, mas alguma ponta de emotividade há-de aparecer em dias em que se
olha para trás e o ontem já está tão longe.
E ela terá, cada vez mais, amor e admiração pelo homem que a educou e a ama como ninguém, ainda que tenha um outro homem ao seu lado. Acredita! As filhas amam os pais com uma força inexplicável. Eu sei!
ResponderEliminarBeijos, Ness, e parabéns! :)
Obrigado, Maria :) E obrigado pela forma como falas dos afetos, todos eles :)
ResponderEliminarParabéns ao pai babado e à sua Princesa. :)
ResponderEliminarSim, muito babado :) Obrigado :)
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