Pode o sistema público concorrer
com o privado? Pode, é o que se tem passado, pelo menos por cá, nos últimos
quarenta anos. Pode o sistema público concorrer com o privado em condições de
igualdade e justiça social? Creio que já houve provas suficientes de que não
pode. O privado é muito mais adaptável, por razão da sua sustentabilidade sem
rede, pelo que nunca haverá justiça nas retribuições entre os sistemas. Quando
o privado tira partido das circunstâncias favoráveis do mercado vai ao público
recrutar os mais capazes e distorce o equilíbrio a seu favor. Quando o público
encontra condições políticas de fragilidade estica a corda e muda os pratos da
balança para o seu lado, alterando todo um equilíbrio não só com os privados
como com os restantes funcionários públicos. Pode o país funcionar sem serviços
públicos? Há alguns que são exclusivamente públicos, pelo que não podem ser
privatizados, outros têm uma tal dimensão que colocariam uma enorme dificuldade
à sua privatização. Outros há que poderiam facilmente ser privatizados mas que
se entende terem uma importância estratégica que recomenda a sua manutenção em
moldes públicos. A RTP é um exemplo dos mais conhecidos.
Não sou entendido em nenhuma
destas matérias, mas tenho a minha opinião, como cidadão deste país. No quadro
atual em que muitos dos voos realizados pelo mundo fora, suspeito mesmo que
representam uma maioria expressiva, são realizados por companhias privadas,
entendo que o país não precisa de uma companhia de aviação. Sobretudo não
precisa destas companhia aéreas.
Muita água ainda vai correr de baixo desta ponte. :) Aguardemos
ResponderEliminarMas é uma espera cara :)
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