quarta-feira, 6 de maio de 2015

Dos transportes aéreos


Pode o sistema público concorrer com o privado? Pode, é o que se tem passado, pelo menos por cá, nos últimos quarenta anos. Pode o sistema público concorrer com o privado em condições de igualdade e justiça social? Creio que já houve provas suficientes de que não pode. O privado é muito mais adaptável, por razão da sua sustentabilidade sem rede, pelo que nunca haverá justiça nas retribuições entre os sistemas. Quando o privado tira partido das circunstâncias favoráveis do mercado vai ao público recrutar os mais capazes e distorce o equilíbrio a seu favor. Quando o público encontra condições políticas de fragilidade estica a corda e muda os pratos da balança para o seu lado, alterando todo um equilíbrio não só com os privados como com os restantes funcionários públicos. Pode o país funcionar sem serviços públicos? Há alguns que são exclusivamente públicos, pelo que não podem ser privatizados, outros têm uma tal dimensão que colocariam uma enorme dificuldade à sua privatização. Outros há que poderiam facilmente ser privatizados mas que se entende terem uma importância estratégica que recomenda a sua manutenção em moldes públicos. A RTP é um exemplo dos mais conhecidos.

Não sou entendido em nenhuma destas matérias, mas tenho a minha opinião, como cidadão deste país. No quadro atual em que muitos dos voos realizados pelo mundo fora, suspeito mesmo que representam uma maioria expressiva, são realizados por companhias privadas, entendo que o país não precisa de uma companhia de aviação. Sobretudo não precisa destas companhia aéreas.

2 comentários:

Dá mais uma chapada, mas com jeitinho