Na Grécia houve desejo de
mudança, como corolário de longos períodos de insensatez governativa. Em
Inglaterra houve recondução do governo, como corolário de um mandato contido e
sensato, que levou a redução do desemprego para níveis considerados estruturais
não obstante o fluxo elevado de imigrantes, pelo menos a julgar pelos
portugueses. A Grécia está no Euro e as suas políticas dependem dos pactos
assinados, estando nas mãos de terceiros para definir os programas de governo.
Inglaterra nunca aderiu ao Euro e tem liberdade no jogo cambial.
Por cá teremos eleições
brevemente e o sentimento da dita opinião pública vai oscilando ao sabor dos
resultados e movimentos internacionais. Se o resultado da Grécia deu alento à
corrente da rejeição da exploração pelos mais ricos, frase da minha inteira
responsabilidade e que não reflete a minha opinião sobre o papel desses países,
os recentes resultados das negociações dos novos representantes gregos com os
credores, a par da acalmia dos chamados mercados relativamente à nossa dívida,
fazem crescer a corrente dos pobres mas honrados, e nesta sim me incluo, que
preferem a austeridade certa a novo trambolhão mais do que provável no caso de
terem novos almoços à pala durante alguns meses de felicidade ingénua. Nós não
somos ingleses, para o bem e para o mal, mas também não somos gregos, pelo que
não creio que um ou o outro exemplo venham a ser determinantes para o nosso
futuro. E a verdade é que não temos resultados brilhantes na governação
recente. Mas temos um rumo, ainda que cheio de percalços.
Só quem não conhece os ingleses
se espanta com este resultado eleitoral.
Os Ingleses ou os Britânicos? É que são entidades distintas, como sabes. :)
ResponderEliminarTens razão no que se refere ao ato eleitoral em si, que se realizou no Reino Unido. Já quanto ao resultado, apesar de refletir a totalidade dos votos, parece-me que o resultado do partido escocês deixa claro que foram os ingleses que elegeram os tories :)
ResponderEliminarÉ que nem podia ser doutra maneira, pois se os ingleses são em maior número do que os escoceses, olha que porra....seriam / serão sempre os ingleses a elegerem quem eles muito bem entendem, nunca os países com população minoritária.
ResponderEliminarO que queria dizer é que os escoceses votaram em grande escala no partido deles, o que reforça a votação dos ingleses nos conservadores :) E relança a questão de uma Escócia independente. Questão essa que pode vir a ser uma grande pedra no sapato dos próprios conservadores :)
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