sexta-feira, 8 de maio de 2015

Dos gregos e dos ingleses


Na Grécia houve desejo de mudança, como corolário de longos períodos de insensatez governativa. Em Inglaterra houve recondução do governo, como corolário de um mandato contido e sensato, que levou a redução do desemprego para níveis considerados estruturais não obstante o fluxo elevado de imigrantes, pelo menos a julgar pelos portugueses. A Grécia está no Euro e as suas políticas dependem dos pactos assinados, estando nas mãos de terceiros para definir os programas de governo. Inglaterra nunca aderiu ao Euro e tem liberdade no jogo cambial.

Por cá teremos eleições brevemente e o sentimento da dita opinião pública vai oscilando ao sabor dos resultados e movimentos internacionais. Se o resultado da Grécia deu alento à corrente da rejeição da exploração pelos mais ricos, frase da minha inteira responsabilidade e que não reflete a minha opinião sobre o papel desses países, os recentes resultados das negociações dos novos representantes gregos com os credores, a par da acalmia dos chamados mercados relativamente à nossa dívida, fazem crescer a corrente dos pobres mas honrados, e nesta sim me incluo, que preferem a austeridade certa a novo trambolhão mais do que provável no caso de terem novos almoços à pala durante alguns meses de felicidade ingénua. Nós não somos ingleses, para o bem e para o mal, mas também não somos gregos, pelo que não creio que um ou o outro exemplo venham a ser determinantes para o nosso futuro. E a verdade é que não temos resultados brilhantes na governação recente. Mas temos um rumo, ainda que cheio de percalços.

Só quem não conhece os ingleses se espanta com este resultado eleitoral.

4 comentários:

  1. Os Ingleses ou os Britânicos? É que são entidades distintas, como sabes. :)

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  2. Tens razão no que se refere ao ato eleitoral em si, que se realizou no Reino Unido. Já quanto ao resultado, apesar de refletir a totalidade dos votos, parece-me que o resultado do partido escocês deixa claro que foram os ingleses que elegeram os tories :)

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  3. É que nem podia ser doutra maneira, pois se os ingleses são em maior número do que os escoceses, olha que porra....seriam / serão sempre os ingleses a elegerem quem eles muito bem entendem, nunca os países com população minoritária.

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  4. O que queria dizer é que os escoceses votaram em grande escala no partido deles, o que reforça a votação dos ingleses nos conservadores :) E relança a questão de uma Escócia independente. Questão essa que pode vir a ser uma grande pedra no sapato dos próprios conservadores :)

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Dá mais uma chapada, mas com jeitinho