Chove sem parar desde as seis da manhã, pelo menos. Há meses que não, por isso bem podes estar agradecido por todos os outros dias de bicicleta a seco, hoje faltou a coragem, mas para a estrada molhada não e já não estou virado para o monte a menos que leve alforges e isso não será tão cedo.
No domingo vais cumprir um ritual suspenso há três anos, já pouco interessa o que o futuro reserva, chegou a altura de viver o presente, mas não o sabes fazer, já pensas em emendar o tiro desviado da morada para sempre, para sempre enquanto te mexes, que o outro para sempre não interessa onde, voltando aos três anos agora há que saber gerir o que o tempo levou e não devolverá, os afetos já denotam a idade de ambos mas uma aproximação aos netos dar-lhe-á uma réstea de conforto, oxalá já tenha dominado o feitio dos direitos adquiridos e da projeção nos filhos, um homem não muda e uma mulher muito menos, mas a mulher é mais adaptável à natureza, por instinto de sobrevivência.
Há relações que, por mais difíceis que sejam, acabam por manter-se e, por vezes, trazem agradáveis surpresas. :)
ResponderEliminarBeijinhos, Ness. :)
A parte do manter-se é bem verdadeira, Maria, quanto à outra, oxalá :)
ResponderEliminarEsquecer o passado, viver o presente, isso é que importa :)
ResponderEliminarO passado está lá atrás, só recordo o muito por onde já passei :)
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