sexta-feira, 1 de maio de 2015

Da chuva

Chove sem parar desde as seis da manhã, pelo menos. Há meses que não, por isso bem podes estar agradecido por todos os outros dias de bicicleta a seco, hoje faltou a coragem, mas para a estrada molhada não e já não estou virado para o monte a menos que leve alforges e isso não será tão cedo.

No domingo vais cumprir um ritual suspenso há três anos, já pouco interessa o que o futuro reserva, chegou a altura de viver o presente, mas não o sabes fazer, já pensas em emendar o tiro desviado da morada para sempre, para sempre enquanto te mexes, que o outro para sempre não interessa onde, voltando aos três anos agora há que saber gerir o que o tempo levou e não devolverá, os afetos já denotam a idade de ambos mas uma aproximação aos netos dar-lhe-á uma réstea de conforto, oxalá já tenha dominado o feitio dos direitos adquiridos e da projeção nos filhos, um homem não muda e uma mulher muito menos, mas a mulher é mais adaptável à natureza, por instinto de sobrevivência.

4 comentários:

  1. Há relações que, por mais difíceis que sejam, acabam por manter-se e, por vezes, trazem agradáveis surpresas. :)

    Beijinhos, Ness. :)

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  2. A parte do manter-se é bem verdadeira, Maria, quanto à outra, oxalá :)

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  3. Esquecer o passado, viver o presente, isso é que importa :)

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  4. O passado está lá atrás, só recordo o muito por onde já passei :)

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Dá mais uma chapada, mas com jeitinho