segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ano novo

Quando exprimo os meus desejos de bom ano a quem entendo que o merece estou a ser sincero. Mas em consciência não tenho motivos para acreditar que o venha a ser, ao contrário da onda otimista que me parece ser o consenso geral da época. Continuo a não conseguir entender como será possível que a civilização europeia consiga progredir economicamente à custa das outras, tendo acabado a transferência de bens e até mão de obra barata proveniente dos outros continentes. Isto em conjugação com os elevados padrões de assistência social entretanto desenvolvidos, e que no caso português, o único que conheço, implica um consumo de recursos económicos que me parece impossível de manter nas circunstâncias atuais de envelhecimento da população.

Espero, no entanto, estar a ser um velho do Restelo e vir a ficar rapidamente surpreendido pela enorme e secular capacidade de reação às adversidades sempre demonstrada do nosso povo.

2 comentários:

  1. Vais surpreender-te vais ver, as pessoas têm capacidades para ultrapassar os problemas que nunca imaginariam ter :)

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  2. A história assim o ensina, daí o meu último parágrafo :) Temo, no entanto, e tal como a história também ensina, que a supremacia do povo europeu esteja em fim de ciclo, tal como a civilização romana há quase 2000 anos :)

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Dá mais uma chapada, mas com jeitinho