quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Os olhos também comem

O desejo tem essa caraterística deliciosa de tornar a visão de alguém ou algo que tão bem conhecemos num prazer semelhante ao sentido da primeira vez que essa experiência foi vivenciada. Pode ser uma pessoa, um animal, uma paisagem, um alimento, um objeto. Pode ser uma parte do corpo humano que esteja geralmente oculta. Cuja visão desperte na mente de quem olha uma reação de apreço, demonstrada por um brilho no olhar, um suspiro, a aceleração da respiração como resposta ao aumento do ritmo cardíaco.


Mas realmente belo é sentir que quem nos olha como se da primeira vez, quem procura o físico escondido e se vai, lentamente, passo a passo, aproximando do objetivo ocular, quem liberta finalmente aquilo que se engrandece sob a expetativa de vislumbrar no rosto da exploradora algum pequeno traço revelador da sua satisfação, quem nos vê, demonstra que o que vê corresponde ao que esperava e lhe incute um impulso irreprimível de passar à prática o que na sua mente se desenhava durante o percurso até então realizado.

2 comentários:

  1. Texto homofóbico :P...retiro o que disse, se acrescentares "pessoa" antes de "exploradora" :)

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  2. Prefiro deixar o homofóbico, numa perspetiva pessoal de escrita :)

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Dá mais uma chapada, mas com jeitinho