terça-feira, 24 de setembro de 2013

O tempo



Passou-se um quarto de século, algo que parecia impensável não há muito tempo atrás.

Acaba por ser a primeira etapa daquilo que permite aos verdadeiros escritores, que não manifestamente o caso, a bagagem suficiente para saberem do que falam. Olhando para trás, desapareceu gente que deveria ainda por cá andar se as leis da vida se regessem por verdades estatísticas, desfizeram-se casamentos que durante muito tempo passaram por inabaláveis e viveram-se acontecimentos que se passados ao cinema pareceriam desfasados da realidade mundana.

Foi um regresso a onde fui feliz, aparentemente contra a regra inabalável. Mas foi um regresso fugaz, numa posição diferente, num cenário completamente diverso. Também ali nada está como dantes, o tempo entretanto passado resultaria igualmente numa película cinematográfica de final feliz, com peripécias suficientes para manter o ritmo intenso das cenas.


Foi um dia para não esquecer, na companhia de verdadeiros amigos intemporais, daqueles que a distância apenas consolida o sentimento. Foi ali que os meus horizontes se abriram definitivamente e onde tive a certeza de que estava pronto para todos os caminhos que se abrissem diante dos meus olhos.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Dá mais uma chapada, mas com jeitinho