Passou-se um quarto de século,
algo que parecia impensável não há muito tempo atrás.
Acaba por ser a primeira etapa
daquilo que permite aos verdadeiros escritores, que não manifestamente o caso,
a bagagem suficiente para saberem do que falam. Olhando para trás, desapareceu
gente que deveria ainda por cá andar se as leis da vida se regessem por
verdades estatísticas, desfizeram-se casamentos que durante muito tempo
passaram por inabaláveis e viveram-se acontecimentos que se passados ao cinema
pareceriam desfasados da realidade mundana.
Foi um regresso a onde fui feliz,
aparentemente contra a regra inabalável. Mas foi um regresso fugaz, numa
posição diferente, num cenário completamente diverso. Também ali nada está como
dantes, o tempo entretanto passado resultaria igualmente numa película
cinematográfica de final feliz, com peripécias suficientes para manter o ritmo
intenso das cenas.
Foi um dia para não esquecer, na
companhia de verdadeiros amigos intemporais, daqueles que a distância apenas
consolida o sentimento. Foi ali que os meus horizontes se abriram
definitivamente e onde tive a certeza de que estava pronto para todos os caminhos
que se abrissem diante dos meus olhos.

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Dá mais uma chapada, mas com jeitinho