Demitiste-te. Demitiste-te de uma
função que não admite demissão. Mas pediste, pediste não, que tu não pedes
nada, exiges sem o dizer, reclamas com silêncios e frases geladas, impuseste
que me mantivesse no meu posto, numa missão que só tem sentido se a tua função
continuar ativa, pela própria definição semântica das palavras. Que tens
direitos. Que tens trabalho feito. Ensinaste-me que os direitos existem se
associados a deveres. Ou então não foste tu, apenas quem contigo partilhou a
função de que te demitiste. Que nunca acaba, é função vitalícia, assim recordo
de me teres ensinado, parece que quem disso se esqueceu foste tu. Não me passa
pela cabeça exigir um dia com base naquilo que é meu dever, como quem tem um crédito
e decide resgatá-lo. Para mim isso coloca um ponto final numa relação
comercial. E eu tenho poucas relações pessoais para me dar ao luxo de as
mercantilizar. Pensava que também assim pensavas, que também de ti brotava esta
quase generosidade. Agora concluo que não, que foi mais uma coisa que desapareceu
com o mentor deste espírito.
ResponderEliminarEsses "pensamentos ao vento" andam inspirados!
Gosto!!
Há uma função que essa sim não podemos nunca nos demitir... ou é o fim: a função de VIVER!
Beijinhos vivos meu querido... e uma excelente semana para ti
(^^)
Ditinha, eu sou um felizardo mal habituado a ser muito bem tratado por aqueles com quem privo. VIVER, para mim, admite poucas concessões, o que está algo afastado do mundo real :)
ResponderEliminarBeijinhos para ti também :)
Quando tem de ser os pontos finais têm de ser usados na nossa vida.
ResponderEliminarEssa é uma grande verdade, Vera, por muito que me custe.
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