quinta-feira, 18 de abril de 2013

Das estradas


Tivesse eu a possibilidade de fazer apenas o que me dá na real gana, como aconteceu durante a adolescência e uma parte do início da vida adulta, e agarrava na bicicleta e percorria o país inteiro durante umas boas três semanas. Já tive uma fase de muita estrada de carro, já tive outra fase de querer ver outras paragens garantindo o meu próprio sustento durante a estadia fora de portas. Neste momento gostava de percorrer as vilas deste país e as estradas que as ligam com lentidão e sem outra produção de dióxido de carbono que não a da minha própria respiração.

Sendo independente e autónomo pergunto-me por que razão não conseguiria viver emocionalmente sozinho. Quando entro numa estrada não me contento sem lhe chegar ao fim. Quando uma mulher bonita me deixa entrar no mais fundo da sua cabecinha, tenho que saber o que se esconde para lá de cada curva, numa viagem sem fim à vista. Felizmente conheço poucas mulheres que escondam frondosas paisagens floridas e coloridas para lá da fronteira que o meu passaporte permitiu transpor.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O verdadeiro culpado

Por cá só se ouve o click click dos ratos de alguns computadores. Nem os telefones tocam. Acho que o país está parado à espera do sol.

Esta tese merece reflexão profunda e pode facilmente tornar-se na alavanca de inovação potenciadora da onda crescente, retumbante e imparável de confiança, empenho e produtividade que nos devolverá à liderança incontestável dos destinos do planeta.

Se o estado do tempo for unanimemente eleito como o verdadeiro culpado da crise então está terá fim à vista e após a chegada do sol e do calor os políticos unirão as mãos apenas pelo tempo suficiente para soltar um grito de felicidade, agarrando de seguida nas enxadas e correndo para os campos para plantar as batatas, atrasadas pela terra encharcada. Os jornalistas deixarão de fazer perguntas parvas e correrão a conduzir os rebanhos para os pastos e os comentadores políticos, classe mais despontante do que cogumelos em dias quentes e húmidos, limparão as matas e recolherão biomassa suficiente para a produção de energia renovável para todo o país.

O tempo escuro e frio é terrível, voltei a adormecer depois do despertador tocar.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Eu também mostro a minha

Não podia deixar deixar a minha amiga Pseudo mostrar o que tem de bonito sem lhe retribuir a gentileza. Eu apenas mostro o que tenho, que de bonito não tem nada. Ora então cá vai:
 photo SANY0084.jpg


E sim, eu sou persistente.