sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Este é apenas de teste. Ou não.

Que é aquilo que eu consigo fazer neste momento, bem, se calhar conseguia fazer mais mas depois tinha que responder a comentários e se calhar vinham ideias novas e eu ficava macambúzio por não ter as melhores condições para as escrever e para isso já me basta a situação económica do país e o que não me vai entrar no bolso para o ano.

Tenho, no entanto, uma questão que me anda a picar os miolos: faço ou não os 800 km que deram nome ao braço da galáxia?

E com este post matei 2 coelhos duma cajadada, provei que não há problema algum com o blogger e deixei uma mensagem para quem, como eu, gosta de montar.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mau demais para ser verdade

Vi o vídeo. Na realidade já o tinha visto no domingo à noite, encontrando-me afastado da televisão e sem ouvir o que se dizia. Achei, na altura, que era outra coisa qualquer, certamente sobre o mesmo tema, mas feito por quem teria objetivos satíricos. Não me passou pela cabeça que o mentor do projeto, Marcelo Rebelo de Sousa, concordasse em passar tal produção na televisão alemã.

Entendo que o tempo foi curto, entendo que havia falta de meios, já não entendo que se caísse no erro da precipitação e se desse o salto em frente num tema sério com a ligeireza de algo feito em cima do joelho. Portugal não é aquilo que se mostra no vídeo. O Zé Povinho? O travesti vianense? Os men-in-black representando a Troika e assaltando os nossos subsídios como se não os tivéssemos gasto em estradas e estádios e experiências ditas verdes? E o muro, senhores, nunca nenhum dos responsáveis do filme falou com alemães o suficiente para saber que o muro e as guerras são assuntos tão sensíveis para os alemães que a sua lembrança lhes provoca imediatamente mal-estar? E admiram-se pela receção negativa que por lá causou?

Senhores, o vídeo dos finlandeses foi certamente feito por uma só pessoa e sem sair do lugar. Será difícil fazer algo parecido?

Perdoem-me o tom negativista, eu gosto de Marcelo Rebelo de Sousa, eu apoio todas as iniciativas que nos engrandeçam em Portugal e no estrangeiro, mas repudio o que é mau, feito sem cabeça e apresentado precipitadamente porque a visita de Ângela Merkel estava iminente. Neste caso, como em tantos outros que nos levaram ao estado lastimável em que nos encontramos, a falta de rigor e de empenho só empobrece a nossa imagem no exterior.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A cigarra a presidente

Não conheço Isabel Jonet. A opinião que tenho sobre a senhora é baseada unicamente em algumas aparições na televisão e no pouco que conheço do Banco Alimentar Contra a Fome, incluindo duas participações como voluntário na recolha de alimentos à porta de supermercados. Considero o trabalho desta senhora absolutamente notável e parece-me que as reações às suas declarações espelham a fielmente a mentalidade daqueles a quem se refere.

Concordo com tudo o que disse, eu cresci no tempo em que uma caixa de bolachas Maria e uma bola de queijo tinham que dar para o mês inteiro, numa casa de seis pessoas. Nunca me faltou nada, mas não se ia a correr ao supermercado porque acabou a caixa dos Chocapics e os miúdos não comem mais nada ao pequeno almoço.

Temos todos que aprender a viver mais pobres, provavelmente se Isabel Jonet tivesse dito com menos luxos não tinha utilizado uma palavra que se tornou sensível aos ouvidos daqueles que pensam que basta pedir mais tempo para pagar o que devemos que por milagre a crise desaparece. Mas não me custa a crer que, da boca de quem conhece perfeitamente a realidade da falta de meios de subsistência e dos sacrifícios que alguns fazem para manter um certo estatuto social á custa da ignorância das suas necessidades básicas, as palavras foram medidas e proferidas para serem marcantes.

Nós, os europeus, aqueles que se aproveitam há mais de seis séculos das necessidades de grande parte dos povos do mundo, temos que ter noção que os desequilíbrios sociais têm que ser atenuados, quanto mais não seja pela maior educação desses povos. E isso vai ter consequências nos excessos que temos cometido.

Agora, condenar Isabel Jonet, uma das pessoas que mais tem lutado pelo bem estar de quem menos tem, é o mesmo que matar a formiga e promover a cigarra a presidente.