segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Do dia dos namorados


É daquelas datas que me faz revirar os olhos. Mesmo desgastando o lugar-comum, não se namora com data marcada. Sobretudo quando é uma data marcada para o país inteiro e mais alguns por esse planeta fora.

Eu sou bom com datas, não é uma coisa pela qual faça qualquer esforço, apenas as sei porque sim. Há algum tempo atrás perguntaram-me a data do meu casamento, num contexto da catequese dos miúdos. Percebi o sorriso trocista na cara de quem o fez, antecipando algum embaraço que a situação me pudesse causar. Naturalmente, respondi sem hesitar, sem qualquer necessidade de ler a cábula no lado interior da aliança. Comemoro essa data com muito prazer e espero ansiosamente que chegue o dia, o único que os mais novos passam longe da companhia dos pais, pelo menos por iniciativa dos adultos.

A publicidade, no entanto, é uma indústria desenvolvida e faz muito bem o seu papel de criar necessidades na cabeça das pessoas. Eu sou imune à que rodeia esta época, mas não o sou relativamente a outros assuntos. A minha cara-metade já tem mais dificuldade em lidar friamente com o São Valentim. Amanhã haverá jantar cuidado, a quatro, em casa, que os restaurantes estarão cheios não obstante os tempos que se vivem. Eu levarei um ramo de flores. Pensando bem no assunto, acabará por ser uma excelente forma de lidar com o dia. E, se fizer mais um esforço de memória, terei que reconhecer que é uma boa maneira de não me manter indefinidamente afastado da florista.

8 comentários:

  1. Eu não gosto deste dia. Acho que é um dia de apareências, o importante é ir jantar ou receber um presente, para mim o importante é ser feliz não neste dia, mas todos os dias.

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  2. Vera, estamos, na essência, de acordo :)

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  3. O dia dos namorados e das namoradas é todos os dias, quando as situações o permitem. É quase como o Natal :)

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  4. Pseudo, tal como no Natal, não podemos ficar alheios à conotação da data. Mas concordo que não merece ser sobrevalorizada :)

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  5. Este dia e as comemorações em torno dele e todo o aproveitamento comercial que fazem, deixam-me mais uma vez pensativa acerca de datas como esta, tal como o Natal, Páscoa, dia da Mãe, do Pai... do Espírito santo, amén! (lol)

    De facto as opiniões dividem-se e, nos extremos, se uns levam as comemorações à risca, entrando num espírito consumista tentando fazer uma festa com todos os "matadores", no outro extremo estão os "anti-tudo", aqueles que como gostam de ser do contra não querem "compactuar" com as tradições desprezando gestos que, na sua essência, devem ser enlevados.

    Ora eu, como em quase tudo na vida, fico-me pelo meio termo. Não costumo deixar-me levar pelo lado material destes dias, se bem que é bonito ter algo para oferecer. É mais o gesto que simboliza a dávida do que o ojecto em si que tem importância, pode até ser uma flor do campo ou um desenho que um filho nos fez.
    Os dias comemorativos são apenas lembretes, formas de festejar o que temos de bom ou formas de recordar situações que merecem a nossa atenção e cuidado.

    E já que vais ter um jantar melhorado... desejo-te "que lo disfrutes".

    PS: como hoje se comemora o amor em geral e dizem que "amor com amor se paga", deixo-te um desafio lá no meu estaminé... caso o queiras aceitar, é claro.

    http://orquideasselvagem.blogspot.com/2012/02/um-encontro-perfeito-conto.html

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  6. Afinal, também tu escreves bem!

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  7. Paixão, agora quem agradece sou eu :) Isso e a tua visita.

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  8. Os elogios são um bálsamo para a alma :)

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Dá mais uma chapada, mas com jeitinho