sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

De volta às mulheres exigentes


Não consegui uma resposta satisfatória à questão sobre as mulheres exigente. Sendo assim, terei que me expor mais do que queria e atirar-me-ei para a frente de peito aberto, sujeito a ser trespassado com flechas certeiras. Ou isso ou uma pneumonia, o mais provável com a temperatura exterior de hoje. À cautela já engoli dois comprimidos de ibuprofeno ao pequeno almoço.

Eu gosto de mulheres exigentes, que não se contentam em aceitar passivamente aquilo que me dê na real gana oferecer-lhes. Que me peçam mais, que me incentivem a chegar mais longe, que me agucem a imaginação. Admiro a capacidade de quem é capaz de me fazer correr sem abrir o jogo, mulheres que deixem no ar, levemente, sem alaridos, a escolha a fazer na encruzilhada seguinte. Gosto de ser picado quando me desleixo, desde que feito com subtileza e elevação. Imagino que esta condição também me torne exigente para com quem interajo. Dentro do que referi neste parágrafo, considero que o tipo de mulheres que cumprem estas premissas são as boas exigentes. Se, além disso, forem exigentes boas, então terei acertado no euromilhões.

No outro pólo da questão estarão as más exigentes, boas ou não. Felizmente não tenho muitas experiências com tal tipo, a única de que me recordo tem a ver com a pessoa que devia estar no topo da cadeia, aquela que me devia orientar como função principal e sem exigir mais do que o respeito geracional. As más exigentes reclamam aquilo que não dão, apenas por estarem ao nosso lado. Crêem que a promoção pessoal é baseada em bens materiais e não naquilo que são. Estão convencidas de que o mundo gira em seu torno. Essas, sejam quem forem, serão sempre mantidas à distância.

6 comentários:

  1. Ibuprofeno não se toma como profilático... ai ai ai... depois quando precisares que ele atue vais ter de recorrer a outros princípios ativos.

    Bom... mas estavas a falar de mulheres exigentes.
    Isso é um critério altamente subjectivo... e depende essencialmente da maneira de ser das pessoas e do "feedback" que recebemos das pessoas com quem interagimos.
    Normalmente quem exige dos outros é porque também é exigente consigo própria(o)... e isso é salutar. Só que para alguns isso é interpretado como... «pronto, lá está aquela chata a consumir-me a alma»... ahahah
    E o que deveria ser considerado como um incentivo, um estímulo... é sumariamente mandado para "corner".

    As relações interpessoais são muito difíceis, não são?

    Beijinhos exigentes... mas no bom sentido! :)

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  2. Orquídea, não foi tomado como profilático. Foi mesmo depois do pingo no nariz, dos arrepios de frio e das dores musculares :) Eu evito tomar medicamentos.

    As relações interpessoais são difíceis, mas também são estimulantes e compensadoras.

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  3. O conceito de "ser exigente" é pessoal: depende dos nossos valores pessoais, do que achamos prioritário na nossa vida e do que esperamos dos outros, sejam eles "caras-metade", amigos, amantes, colegas de trabalho, conhecidos. Eu não exijo do senhor que me serve o café à semana, no café dele, o mesmo que exijo do mais-que-tudo quando mo serve em casa.
    Pronto, têm todos razão e eu também e agora vou pôr-me a andar, após a minha contribuição séria para o assunto.

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  4. Pseudozinha, reparo agora que, inadvertidamente, dei uma abertura maior do que pretendia ao meu escrito. O objetivo do que pretendi escrever foi o da relação mais próxima, entre duas pessoas que pretendem partilhar as suas vida. Onde se deve ser exigente sem o reclamar :)

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  5. Acho que as exigentes más têm só a PDM. Parece-me que tens escolhido bem, porque afinal, ser exigente, connosco e com os outros faz com que sejamos melhores e esperemos sempre mais e melhor.

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  6. Vera, benvinda sejas. Não estou tão convicto de que tenhas razão quanto às más exigentes. Mas tens seguramente razão quando dizes que ser exigente nos faz a todos melhores :)

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Dá mais uma chapada, mas com jeitinho