Dor de cabeça, dores nos ouvidos, pingo no nariz, mais uma vez lá paguei, olha, não paguei nada que, por agora, a miúda ainda está isenta, uma visita de urgência ao Centro de Saúde. Tradicionalmente, quem se encontrava a desoras neste mítico local eram os médicos mais experientes, nunca soube se pela referida maior formação prática, se por maior disponibilidade familiar ou outro motivo qualquer. Essas senhoras e esses senhores cresceram num tempo em que a televisão começava às seis da tarde, ou por aí, e as máquinas de escrever se limitavam aos escritórios, pelo que, quando lhes deram um teclado para prescrever receitas era vê-los com os indicadores em riste à procura da próxima tecla que comporia o nome do medicamento. Nada contra, eu não sou capaz de escrever mensagens no telemóvel sem olhar para o visor, ao contrário de quem tenho lá em casa.
Ora com a corrida às aposentações dos últimos anos tem-se assistido ao renovar dos profissionais que prestam serviço público de saúde, dando lugar a gente mais jovem, alguns nascidos já no tempo dos telemóveis. Consequência disto é a velocidade vertiginosa com que a Senhora Doutora Médica que ontem tratou a minha mais nova preencheu o formulário para levar à farmácia. E, já agora, o empenho que demonstrou durante a consulta, pouco mais do que de rotina, a provar, mais uma vez, que é útil reflectir se as condições que temos para trabalhar são ou não adequadas à realidade que vivemos.
A pressão "dos números" a que um médico hoje está sujeito é incrível e cada vez mais ir a uma consulta médica não dá sequer para aquecer o assento da cadeira.
ResponderEliminarAinda no mês passado aconteceu comigo quando fui a uma consulta de uma especialidade no hospital aqui do burgo... e nem a cadeira aqueci. Foi a consulta mais rápida de todos os tempos.
E trabalhar num serviço de urgências de um centro de saúde, a pressão deve ser enorme, porque há poucos profissionais para muitos utentes.
Concerteza que alguma coisa sai necessariamnete prejudicada... e o diagnóstico de uma doença feito a este ritmo... pode muito bem ser falacioso.
Pois é meu querido, estamos a ficar velhos e ultrapassados pela geração "do polegar".
Beijinhos e as melhores da catraia :)
Orquídea, o que dizes é verdade mas, neste caso, a única coisa realmente rápida foi a velocidade sobre o teclado, que muito me surpreendeu, pela positiva. A consulta não foi demorada, é certo, mas foi tão exaustiva quanto a situação me parecia requerer e feita com muita dedicação. Gosto de médicos assim, penso que estamos no bom caminho :)
ResponderEliminarEu faço todo o tipo de anotações no Pc, registos terapêuticos, encaminhamento de pacientes e adquiri uma tal velocidade a escrever que já sei de olhos fechados onde ficam todas as letras...posso olhar para o doente e vou escrevendo o registo da anamnese, e fazendo a triagem ao paciente.
ResponderEliminarAinda bem que a tua pequenita foi bem tratada, e que gostaste do carinho e dedicação da médica, nem tudo é mau no SNS, e apesar das condições adversas em que trabalhamos, do volume de trabalho, e de falta de meios é possível ser simpático, e dar o nosso melhor:)
As melhoras da tua filhota.
beijo* Ness boy
AC, ao contrário do que diz o senso comum, o nosso ensino é bom e recomenda-se. E a maior parte dos funcionários públicos são competentes e os que não o são muitas vezes são estragados pelo sistema. A falta de meios é igual em todo o lado, eu trabalho numa empresa que tem sido sólida e tenho instalado o Windows XP e o Office 2000 :)
ResponderEliminarObrigado pelo teu cuidado :)