Chegados ao hotel quase correram até ao quarto, onde trocaram o longo beijo de reencontro que calavam. Mas de seguida, recuperando o ritual já antigo, Lígia agarrou no saco grande que trazia e refugiou-se na casa de banho. Vasco abriu igualmente o seu saco das surpresas e retirou um casaco impermeável de bombeiro e o capacete respectivo, que tinha pedido emprestados a um amigo de infância e que envergou depois de se ter despido por completo. Ligou o portátil e deixou que os Doors ecoassem pelo quarto, sincronizando “Light my fire” com o preciso momento em que Lígia entrava no quarto, de botas de saltos altíssimos, lingerie vermelha fogo e uma écharpe negra à volta do pescoço, cobrindo desafiadoramente os seios desenvolvidos. Contendo com dificuldade o riso, a rapariga balbuciou “Sr. Bombeiro, estou em chamas, venha apagar-me este fogo que me consome”. Amaram-se demoradamente até que o sono os venceu, sabendo que o dia seguinte seria longo e começaria cedo.
Lígia despertou à hora do costume, pouco antes das sete da manhã, tendo Vasco acordado logo que a pressentiu desperta. Abriu o reposteiro, deixando entrar o sol, e foi vestir os calções de banho sabendo que a lembrança da piscina interior deserta levaria a companheira a saltar da cama. Dirigiram-se à piscina e brincaram na água, atiçando-se mutuamente como adolescentes a aproveitar a ausência de outros hóspedes. Sentindo os estômagos vazios voltaram ao quarto, tomaram um duche rápido e dirigiram-se à sala para tomar o pequeno-almoço. A manhã foi dedicada à exploração das imediações do hotel, incluindo a vila próxima, por cujas ruas deambularam demoradamente, visitando a igreja, o museu e os jardins. Escolheram um dos restaurantes por onde tinham passado para o almoço, sabendo que regressariam ao hotel para uma tarde que se previa tão relaxante quanto intensa. O vinho branco escolhido tinha já contribuído para o estado descontraído, embora potenciasse a vontade de se terem novamente. Mas antes ainda teriam a massagem a dois, ministrada por um casal jovem e simpático, ele nela e ela nele. Num ambiente de penumbra, com o ruído abafado da água a cair numa cascata artificial na sala e música de Enya, com uma mistura de aromas suaves e estimulantes. As mãos de pena nas costas de Vasco deixavam-no num estado dificilmente disfarçável de satisfação, enquanto os toques firmes em Lígia a deixavam num estado de alta tensão eléctrica. Quando terminaram, mal se conseguindo equilibrar nas pernas, dirigiram-se ao banho turco, que encontraram vazio para gáudio de ambos. Sentando-se um em cada extremo do banco corrido deixaram que os pés começassem o trabalho que os olhos suplicavam. Lígia desfez-se da parte superior do bikini, imediatamente substituído pelo pé livre de Vasco. Não necessitavam de muitas carícias para atingir o clímax que sentiam à flor da pele, num gesto tão rápido quanto o permitido pela atmosfera tórrida e húmida, Vasco sentou Lígia sobre as suas pernas, vigiando de soslaio a entrada da porta. Ela puxou-lhe os calções para baixo apenas o suficiente para libertar o membro que ameaçava furar o tecido, desviou o pouco pano que a cobria e deixou-se escorregar lentamente sobre ele, completamente fora de si com o pensamento de que alguém poderia entrar a qualquer momento. A invasão da língua de Vasco na boca dela foi a gota final para despoletar o inevitável e cravou as suas unhas nas costas do companheiro sabendo que ficariam marcadas, enquanto se debatia furiosamente de encontro às suas pernas. Quando diminuiu a intensidade dos movimentos foi a vez de Vasco erguer o rabo, em várias estocadas que a levantavam como se estivesse montada num touro num rodeo americano. Ainda estava sobre ele quando se ouviram risos e vozes em aproximação do lado exterior da porta, dando-lhe tempo apenas para cobrir os seios com o bikini encharcado.
Não acertei na música... lol... mas por acaso o som da chuva até se adequou bem ao cenário aquático com que nos envolveste nesta história deliciosa e que promete mais ainda.
ResponderEliminarEstou a gostar de ler :)
PS: apesar de Sportinguista, até que gostas bastante do vermelho!!
(hehehe)
Orquídea, as cores adequam-se à situação e neste contexto não me importo de ser Braguista :)
ResponderEliminarAo som dos trovões também se conformam belos cenários :)
Trovões??
ResponderEliminarOlha lembrei-me disto:
http://www.youtube.com/watch?v=wV_spFuS14E
Quando ouço este álbum e chego a esta música (é a última do CD) ponho o volume no máximo para sentir a imponência do trovão.
:)
Muito gira a história, engraçada a maneira sensual e cúmplice como eles se envolvem, aliando namoro e sexo.
ResponderEliminarTens muito jeito para nos contar histórias, continua...
Beijinho*
Ps. Parabéns, sagitariano de uma figa
Que contes muitos anos com saúde, sucesso, amigos e amor.
Isto de fazer anos a um domingo é que é fixe!!
ResponderEliminarUm beijinho de Parabéns!
:)
AC, já escrevo há alguns anos, tenho uma ideia do tipo de escrita que as minhas histórias representam mas tu foste capaz de o caracterizar numa única frase. E fiquei a pensar nisso :)
ResponderEliminarObrigado pelo incentivo :)
Orquídea, tem a vantagem de não ter a mente dividida com outras preocupações :)
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