sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

As minhas comentadoras são das boas

Do que não duvidava nem por um segundo. Que são boas. Comentadoras.

Cá estão as respostas com que não deixaram de me brindar. A elas e a todas e todos os que por aqui passarem, os meus desejos de um 2012 com saúde e trabalho, que o resto deverá vir por acréscimo.



Porque é tempo de Natal
Também vou dar uma prenda
A quem saiu afinal
Melhor do que a encomenda

Começo pela menina
Geralmente bem disposta
Ar de miúda traquina
Insolente na resposta

Sempre desafiadora
Tem no sofá o seu feudo
É grande provocadora
A querida amiga Pseudo

A estraga-prazeres chegou,
Acelerada pela auto-estrada.
Avisa que também gostou
Da prendinha por ti ofertada.

Agora percebi o que perdi,
A ver se não volta a acontecer.
Se tal voltar a ocorrer,
Juro que não me esquecerei de ti :)


Não m’esqueço da poetisa
De rimas acaloradas
Que com música idealiza
Cenas das mais inflamadas

Transmite uma linda imagem
E sem ponta de perfídia
De certo não é selvagem
A tentadora Orquídea

Tens jeito para rimar
Quero entrar na brincadeira
Vou a minha voz afinar
Pra dizer bem à maneira:

«Ena ena... maravilha
Isto aqui está do baril
É por isso que visito
A chapada no trombil.»

Menina dos olhos belos
Inquieta e sonhadora
Vê palácios e castelos
Corre pelo mundo fora

Só desejo que descanse
Seu príncipe chegará
Até lá festeje e dance
Como a AC prenda não há

Grande poeta é o rapaz,
faz versos e consegue rimar,
Aqui a Ac vai ver do que é capaz,
para agradecer, e mimar

Porque a vida são dois dias,
e um até já passou,
O Ness surpreendeu,
E a Ac adorou!

Em período de licença
Anda quem por mim puxou
Geralmente muito intensa
Parece que agora murchou

Mas eu sei que chegará
Ainda mais empolgante
A Amanda voltará
Formosa e exuberante

Pois meu caro Ness
diante do seu grito me apresento
Com certeza que merece
estas palavras que acrescento

Peço desculpa pela demora
mas meu amigo sabe certamente
que mais do que a mente decora
são as palavras que a gente sente

Como tal e porque tão bem me conhece
mais do que exuberante, empolgada estou
Bombardeada por olhares em prece
Agradeço profunda_mente e agora me vou.

Antes de ir tenho tempo ainda
de lhe desejar muita inspiração
e que este ano que agora finda
dê lugar a outro repleto de emoção



(Já tentei alterar as definições mais de quinhentas vezes e não consegui melhor do que esta bodega. Por agora, fica assim)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Das férias que não o são

Podia reclamar, não fosse não gostar de estar encafuado em casa sem grande coisa que fazer. Podia dizer palavrões, se calhar até o faria noutras alturas, não fosse ter sabido de mais um que está em casa contra a vontade, por já não ter o que fazer. Podia estar em cima da bicicleta, mas deixa-me estar por aqui a ver se o que tenho a mais por agora não tenho a menos nos tempos mais próximos.

Mas lá que me apetecia ir aproveitar o sol...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Recordei isto há pouco, logo de manhã, na Rádio Nova, e só posso concordar que seja uma  das melhores músicas de Natal, como dizia o César. A prova de que não temos que ouvir as mesmas musiquinhas ano após ano.

A todos os que por aqui passam, essas e esses que até se atropelam à entrada, os meus votos de um Natal feliz.



   

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Dos disparates políticos

A política tem destas coisas, quando se tenta a fuga para a frente como forma de tentar branquear um disparate, geralmente resulta no aumento da dimensão do facto absurdo. Vem isto a propósito daquilo que parece ser um apelo à emigração por parte do nosso governo. Tenho a opinião de que Passos Coelho tem demonstrado ser mais sensato do que a seu antecessor, muito embora o clima político destes tempos seja muito mais propício a esse comportamento. Não obstante o líder da oposição ter feito declarações recentes muito mais alinhadas com a falta de bom senso revelada até há alguns meses atrás. Voltando ao facto político, parece-me inusitado estar um país a formar a sua população durante quase vinte anos para depois os enviar para o estrangeiro. Podemos discutir se a formação ministrada nas duas últimas décadas é aquela de que o país precisa, em muitas áreas terá sido, noutras provavelmente deverá ser repensada, agora incentivar a saída do país é algo que me suscita as maiores dúvidas como linha política.

Há já várias áreas profissionais, e aquela onde me enquadro é uma delas, que saltaram as fronteiras na busca do trabalho que por cá vai rareando. Felizmente há muitas empresas nacionais que tomaram essa iniciativa, gerando no estrangeiro movimentos de capitais que beneficiam o país. Mas as pessoas continuam a trabalhar para o país. Quando fazemos a malas por conta própria e vamos trabalhar para outras paragens deixamos de contribuir para a nação que nos formou.

Provavelmente, a questão será outra. Já em tempos defendi que a diferença entre salários praticados em Portugal é vergonhosa. É encarado com uma naturalidade gritante que haja diferenças de um para cinco nos vencimentos de pessoas que não tenham cargos de elevada responsabilidade, deixando de lado a questão de se este tipo de cargos merece uma remuneração claramente destacada das outras. Esta realidade, conjugada com a ideia dos nossos pais de que um curso superior implica um ordenado e um estatuto social correspondente ao que era um doutor ou um engenheiro há quarenta anos atrás, distorceram o mercado do ensino através da procura desenfreada de cursos privados, resultando num desequilíbrio da oferta relativamente à procura e na perda de expectativas por parte de uma grande parte dos formados.

Se neste país a diferença de ordenado entre quem menos ganha e quem mais recebe não fosse superior a três, acredito que não houvesse necessidade de dizer às pessoas para emigrarem.

Pensamentos profundos na prática de condução solitária

A Popota cagalhota está incontinente.

É uma estreia neste tipo de frases lapidares, deve ser de seguir uma certa pessoa que se sai frequentemente com preciosidades deste tipo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Também não escapo à quadra

Porque é tempo de Natal
Também vou dar uma prenda
A quem saiu afinal
Melhor do que a encomenda

Começo pela menina
Geralmente bem disposta
Ar de miúda traquina
Insolente na resposta

Sempre desafiadora
Tem no sofá o seu feudo
É grande provocadora
A querida amiga Pseudo


 
Não m’esqueço da poetisa
De rimas acaloradas
Que com música idealiza
Cenas das mais inflamadas

Transmite uma linda imagem
E sem ponta de perfídia
De certo não é selvagem
A tentadora Orquídea

 
Menina dos olhos belos
Inquieta e sonhadora
Vê palácios e castelos
Corre pelo mundo fora

Só desejo que descanse
Seu príncipe chegará
Até lá festeje e dance
Como a AC prenda não há


Em período de licença
Anda quem por mim puxou
Geralmente muito intensa
Parece que agora murchou

Mas eu sei que chegará
Ainda mais empolgante
A Amanda voltará
Formosa e exuberante

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

36 horas (II)

Chegados ao hotel quase correram até ao quarto, onde trocaram o longo beijo de reencontro que calavam. Mas de seguida, recuperando o ritual já antigo, Lígia agarrou no saco grande que trazia e refugiou-se na casa de banho. Vasco abriu igualmente o seu saco das surpresas e retirou um casaco impermeável de bombeiro e o capacete respectivo, que tinha pedido emprestados a um amigo de infância e que envergou depois de se ter despido por completo. Ligou o portátil e deixou que os Doors ecoassem pelo quarto, sincronizando “Light my fire” com o preciso momento em que Lígia entrava no quarto, de botas de saltos altíssimos, lingerie vermelha fogo e uma écharpe negra à volta do pescoço, cobrindo desafiadoramente os seios desenvolvidos. Contendo com dificuldade o riso, a rapariga balbuciou “Sr. Bombeiro, estou em chamas, venha apagar-me este fogo que me consome”. Amaram-se demoradamente até que o sono os venceu, sabendo que o dia seguinte seria longo e começaria cedo.

Lígia despertou à hora do costume, pouco antes das sete da manhã, tendo Vasco acordado logo que a pressentiu desperta. Abriu o reposteiro, deixando entrar o sol, e foi vestir os calções de banho sabendo que a lembrança da piscina interior deserta levaria a companheira a saltar da cama. Dirigiram-se à piscina e brincaram na água, atiçando-se mutuamente como adolescentes a aproveitar a ausência de outros hóspedes. Sentindo os estômagos vazios voltaram ao quarto, tomaram um duche rápido e dirigiram-se à sala para tomar o pequeno-almoço. A manhã foi dedicada à exploração das imediações do hotel, incluindo a vila próxima, por cujas ruas deambularam demoradamente, visitando a igreja, o museu e os jardins. Escolheram um dos restaurantes por onde tinham passado para o almoço, sabendo que regressariam ao hotel para uma tarde que se previa tão relaxante quanto intensa. O vinho branco escolhido tinha já contribuído para o estado descontraído, embora potenciasse a vontade de se terem novamente. Mas antes ainda teriam a massagem a dois, ministrada por um casal jovem e simpático, ele nela e ela nele. Num ambiente de penumbra, com o ruído abafado da água a cair numa cascata artificial na sala e música de Enya, com uma mistura de aromas suaves e estimulantes. As mãos de pena nas costas de Vasco deixavam-no num estado dificilmente disfarçável de satisfação, enquanto os toques firmes em Lígia a deixavam num estado de alta tensão eléctrica. Quando terminaram, mal se conseguindo equilibrar nas pernas, dirigiram-se ao banho turco, que encontraram vazio para gáudio de ambos. Sentando-se um em cada extremo do banco corrido deixaram que os pés começassem o trabalho que os olhos suplicavam. Lígia desfez-se da parte superior do bikini, imediatamente substituído pelo pé livre de Vasco. Não necessitavam de muitas carícias para atingir o clímax que sentiam à flor da pele, num gesto tão rápido quanto o permitido pela atmosfera tórrida e húmida, Vasco sentou Lígia sobre as suas pernas, vigiando de soslaio a entrada da porta. Ela puxou-lhe os calções para baixo apenas o suficiente para libertar o membro que ameaçava furar o tecido, desviou o pouco pano que a cobria e deixou-se escorregar lentamente sobre ele, completamente fora de si com o pensamento de que alguém poderia entrar a qualquer momento. A invasão da língua de Vasco na boca dela foi a gota final para despoletar o inevitável e cravou as suas unhas nas costas do companheiro sabendo que ficariam marcadas, enquanto se debatia furiosamente de encontro às suas pernas. Quando diminuiu a intensidade dos movimentos foi a vez de Vasco erguer o rabo, em várias estocadas que a levantavam como se estivesse montada num touro num rodeo americano. Ainda estava sobre ele quando se ouviram risos e vozes em aproximação do lado exterior da porta, dando-lhe tempo apenas para cobrir os seios com o bikini encharcado.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Finalmente uma nova música de Natal

Esta é a época do ano que me deixa mais irritadiço, é a silly season do Inverno, bem pior do que a de Verão porque nessa desloco-me para um local quase deserto e transformo os meus dias em banhos de tranquilidade, verde e mar. Ou afogo-me em estrada e pedras velhas e fotografias sem máquina.

Mas este ano estou bem menos tenso, parece que a crise teve o efeito perverso de limitar as luzinhas imbecis a piscar, os bonecos insufláveis por fora das janelas e as musiquinhas idiotas repetidas até à exaustão ano após ano, como se as crianças que fizeram parte do Coro de Santo Amaro de Oeiras fossem obrigadas, como castigo, a ouvir as suas vozes até ao dia em que disserem aos netos que faziam parte do grupo que nos entra em casa, sem pedir licença, todos os dias durante um mês inteiro em cada ano.

A este propósito não posso deixar de enaltecer a música de Natal do MEO Go, um prodígio de imaginação, orquestração e dotes vocais das crianças, quiçá algumas descendentes do grupo acima referido, e a prova de que há gente muito mais habilitada para compor poemas musicais do que alguns cantores que se intitulam autores, e nem me atrevo a escrever a novel palavra que alguém desencantou para os designar, que pululam pelo nosso reduzido universo musical.

Eu, que não tenho nada a ver com a Meo e até sou assinante da concorrência há longos anos, sorrio todos os dias ao ouvir a peça do Gato Fedorento, dignos sucessores do grande mestre Herman José, a quem reconheço um enorme talento e a falta de coragem para ter parado no momento certo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

36 horas (I)

Chamavam-lhes as loucas 36 horas. Quando conseguiam conciliar agendas o programa começava já tarde, no final dos dias de sexta-feira. Vasco saía do escritório já depois das 10, passava por casa para tomar um duche rápido, parava ao balcão do Capa Negra para engolir três rissóis e um fino, que complementava com dois cafés para o manter desperto na auto-estrada. Girava a chave do Giulietta, fazendo roncar suavemente o potente motor do carro do trevo verde e rumava a sul, sabendo que o pouco trânsito da hora adiantada e os 235 cavalos da máquina vermelha, único carro ao qual consentiria a cor, tirando os inatingíveis Ferrari, o levariam até às portas da capital em pouco menos de duas horas.

Lígia, por seu turno, preparava minuciosamente o cenário para mais um dos guiões em que se tornavam peritos. Não sabia onde acabaria a noite, não quando ele vinha de norte, chegaria a sua vez de o planear, sabia que alguma surpresa ele traria e tinha que o surpreender à altura. Ambos fanáticos por pormenores, não descurava os mínimos detalhes que a faziam ansiar por cada nova aventura.

Vasco chegou ao Carregado e deu um toque para o telemóvel de Lígia, sinal de que estava perto. Parou no local combinado e esperou apenas o tempo suficiente para fazer desaparecer a papelada que juntava no banco do lado direito. Viu-a sair do seu carro, abriu a porta e guardou na bagageira o saco da rapariga, enquanto lhe mergulhava o nariz nos cabelos longos e aspirava o aroma suave do champô, misturado com o perfume escolhido para a noite. Sabia o efeito que a sua inspiração profunda provocava.

Atravessaram a ponte para sul comentando a troca de mensagens dos últimos dias e Vasco deixou escorregar a sua mão até ao joelho de Lígia, aproveitando a subida intencional e provocante do vestido de malha na posição de sentada. Tinha uns clássicos collants pretos, adivinhando a fraca impressão que as modas recentes imprimiam no condutor. Vasco subia a mão em círculos, ao ritmo da música dos Doors que ainda restava do percurso a solo. Quando chegou ao ponto mais elevado do caminho dos dedos, Lígia aconchegou-se no banco de couro com o símbolo no topo, levou a mão ao leitor múltiplo de CDs, sabendo que do quatro ao seis haveria alguns dos seus preferidos, seleccionou o quatro e descontraiu-se completamente quando Sade fez ecoar “Jezebel” pelo automóvel. Vasco seguia agora dentro dos limites de velocidade, minimizando os efeitos da distracção, e iniciou movimentos circulares com o dedo médio, lentamente, esperando pela altura em que Lígia tomaria o controlo dos acontecimentos e ele teria apenas que a ir contrariando de vez em quando, prolongando o jogo. Ela abria agora ligeiramente as pernas, levantando os braços e passando as mãos por cima dos mamilos que já se faziam notar sob a malha. Rapidamente passou a controlar os seus próprios movimentos, mostrando-lhe qual a zona onde pretendia ser estimulada. Sabendo que o caminho não deveria terminar tão cedo, fez prolongar o seu prazer como se estivesse só, mas com a vantagem de ter ao seu lado quem gostava de a sentir molhada e excitada e apreciava toda a beleza do momento. Quando já não aguentava mais enfiou a sua mão nas calças de Vasco e deixou que o toque na erecção que sabia estar ali potenciasse o seu orgasmo.

Aproveitaram o restante percurso até ao hotel para ouvir a música, num silêncio feito de mensagens telepáticas que prometiam muito mais acção nas horas seguintes.

Dúvida linguística

Tenho ouvido dizer na televisão frases do tipo "O clube A venceu ao clube B". Desde que me recordo, a expressão que se usa é "O clube A venceu o clube B". No entanto, pensando um pouco mais a fundo na questão, também sempre ouvi dizer que "O clube A ganhou ao clube B". Sendo que ganhou e venceu são sinónimos, acabo por ficar na dúvida sobre qual das expressões é correcta.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A loira do 77

Foi num local nada próprio, a entrada dos lavabos de um antro de alimentação nada saudável, aquele do boneco com fatiota de palhaço e nome de origem escocesa. Virou﷓se não sabe porquê e deu com um daqueles olhares com duração de duas milésimas de segundo mas que não deixam qualquer dúvida de que a pessoa sabe quem olha. Passaram-se mais de vinte anos desde o último olhar trocado, furtivamente, entre ambos. Lembra-se da expectativa de a ver na fila da paragem, duas depois do local onde entrava, do olhar dela a procurá-lo, da saída para a escola, algumas paragens antes da dele. Lembra-se do dia em que ela aproveitou o lugar deixado vago ao lado dele para se sentar quase violentamente, num grito abafado de não sejas parvo e diz qualquer coisa. Sabia que ela estava à espera mas não foi capaz de lhe dizer que os seus olhos lhe lembravam barcos à vela ao longe, movendo-se vagarosamente em dia de calor intenso. O estupor do desbloqueador de conversa que quebraria o gelo que só na sua cabeça estava presente. Terá com certeza um nome médico-psiquátrico qualquer, mas para ele será sempre apenas estupidez. Ainda hoje, a doutora da farmácia.

Foi assim que se lhe referiu no diário da viagem a terras longínquas, livro de reflexões ainda hoje guardado num lugar poeirento da casa onde cresceu, à espera do melhor dia para que sirva de memória revivalista. Propositadamente não quis saber o seu nome por terceiros, só valia se lho perguntasse de viva voz. Nunca o soube, embora soubesse o nome da própria irmã.

Ela com dois a reboque, ele com dois a reboque, ainda que apenas três por circunstâncias acidentais, não deixou de achar curiosa a coincidência. Continua loira. Continua linda.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Chapinhar

Já foi um carro da moda. Não foi comprado por essa razão, era uma aspiração antiga, de antes de o conceito de ter tornado popular. Tanto que a moda passou e o carro ficou, por convicção, porque continua a poder chegar onde a esmagadora maioria não vai, apesar de fazer em raríssimas ocasiões. É um trambolho, um charuto, mas proporciona sensações únicas como a de permitir chapinhar alegremente quando o dilúvio se abate sobre a estrada. É divertido, é traquina, sabe bem, ainda que apenas por alguns minutos.

O jipe que não é, é de outra marca, que está sempre pronto a andar, é quase um membro da família, tanto que os mais novos nem querem ouvir falar na sua reforma. Se os ventos continuarem a soprar na direcção certa, será suficiente para o curto percurso diário em dias ditos úteis e manter-se-á no activo por muitos e bons anos.