quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aquilo que me custa


Não é olhar para os teus olhos verdes imensos, aqueles que de tanto brilharem em dias de sol intenso me deixam rendido e atordoado.

Não é o teu sorriso quente e alegre, quase ingénuo, não fosses sempre tão defensiva, que me desarma e me deixa sem argumentos.

Não é o teu cabelo loiro, ondulado, que imagino espalhado pela almofada em cachos de frescura, onde mergulharia como numa cascata havaiana.

Não é o tom inebriante da tua voz quando respondes evasivamente às minhas provocações, deixando a porta aberta para novas investidas mas lembrando-me sempre que o risco está bem visível.

Tudo isto apenas me tortura.

Aquilo que me custa é, tão somente, nada disto te poder dizer.

4 comentários:

  1. Pseudo, moura não, carago! Que um dia a mouraria arde :)

    Embora o tenha escrito pouco, sou um rapaz de imaginação fértil.

    ResponderEliminar
  2. O impossível, a aventura, o fascínio pelo que não podemos ter, ou não devemos pelo menos...Sei muito bem o que isso é:)

    beijinho* rapaz sagitário como eu

    ResponderEliminar
  3. AC, isso e uma imaginação fértil e constantemente a levantar voo :)

    ResponderEliminar

Dá mais uma chapada, mas com jeitinho