terça-feira, 18 de outubro de 2011

Hoje chamo o velho Camões


Em tempos guardava apontamentos pessoais e profissionais no pensamento de que um dia mais tarde me poderiam ser úteis. Tenho ainda coisas antigas guardadas, desde catálogos técnicas a cartas de amigos, algumas já com décadas de idade. Tenho andado a deitar essas coisas ao lixo, as profissionais porque já foram ultrapassadas pelo avanço contínuo da ciência e da técnica e as dos afectos, mais ou menos intensos, mais ou menos íntimos, porque o que então unia as pessoas foi alterado por tudo o que entretanto se passou nas vidas de cada um e tornou-se numa realidade completamente diferente.

Tudo tem um tempo e um lugar e nem mesmo entre irmãos as ligações mantêm a mesma natureza ao longo da vida. E o tempo esbate quer as ligações mais fortes, quer os conflitos que inevitavelmente resultam, se outras razões não houverem, do aparecimento de novas pessoas. Assim como cria, fortalece ou desfaz novos laços.

No caso particular do núcleo familiar mais restrito é impressionante, surpreendente e excitante o caminho que se pode percorrer quando os intervenientes realmente se empenham. Tão surpreendente como, por vezes, inimaginável nos seus primeiros passos.

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Dá mais uma chapada, mas com jeitinho